Capítulo 17
A Realidade da Criação
Nos capítulos anteriores examinamos porque a Teoria da Evolução,
que propõe que a vida não foi criada, é uma falácia completamente
contrária aos fatos científicos. Vimos que a ciência moderna
revelou uma realidade bastante explícita através de certos campos
específicos como por exemplo a paleontologia, a bioquímica e a anatomia.
Essa realidade é que todos os seres vivos foram criados por Deus.
Na verdade, para perceber esta realidade não se precisa necessariamente
apelar para os complexos resultados obtidos nos laboratórios bioquímicos
ou nas escavações geológicas. As evidências de uma sabedoria
extraordinária são discerníveis em qualquer ser vivo que observemos.
Existem projeto e tecnologia avançados no corpo de um inseto ou em um
minúsculo peixe nas profundezas do mar, que nunca puderam ser imitados
pelo ser humano. Alguns seres vivos, que nem possuem cérebro,
executam perfeitamente operações mais complicadas do que as que nem
seres humanos conseguem executar!
Esta sabedoria imensa, o projeto e o planejamento que permeia toda a
natureza, indubitavelmente provê evidências sólidas a favor da existência
de um Criador supremo – Deus – que tem domínio sobre toda a natureza.
Deus dotou todos os seres vivos com características extraordinárias,
mostrando ao ser humano sinais evidentes de Sua existência e Seu poder.
Nas páginas seguintes, examinaremos algumas poucas dentre as
incontáveis evidências da Criação na natureza.
As Abelhas e as Maravilhas da Arquitetura das Colméias
As abelhas produzem mais mel do que realmente necessitam, e o
armazenamento nos favos da colméia. A estrutura hexagonal dos favos é
bastante conhecida. Você já ponderou por que as abelhas constroem favos
hexagonais e não octogonais ou pentagonais?
Os matemáticos que procuraram responder a esta indagação chegaram
a uma interessante conclusão: “O hexágono é a forma geométrica mais
adequada para a maximização do uso de uma dada área”.
Um alvéolo hexagonal exige quantidade mínima
de cera para a sua construção, e armazena quantidade
máxima de mel. As abelhas, portanto, usam a forma
geométrica mais adequada possível.
O método usado na construção do favo também é
bastante interessante: as abelhas iniciam a construção do
favo partindo simultaneamente de dois ou três diferentes
pontos, em direções distintas. Apesar de partirem de pontos
diferentes, as abelhas, em grande número, vão construindo células
hexagonais idênticas, que ao se encontrarem nesse processo construtivo
se combinam de maneira perfeita, sem deixar qualquer vestígio da junção
dessas partes distintas.
Em face desse extraordinário desempenho, certamente temos de
admitir a existência de uma vontade superior que conduz o procedimento
dessas criaturas. Os evolucionistas tentam contornar essa conclusão com
o conceito de “instinto”, tentando apresentá-lo simplesmente como um
atributo das abelhas. Entretanto, se existir um instinto em operação, que
reja o comportamento de todas as abelhas, fazendo com que todas elas
trabalhem harmonicamente, sem troca de informações entre elas, isso
significa que existe uma Sabedoria superior que rege todas essas frágeis
criaturas.
Explicitando melhor, Deus, o Criador dessas frágeis criaturas as “inspira” quando ao que devem fazer. Este fato foi declarado pelo Corão
há quatorze anos séculos:
E seu Mantenedor inspirou a abelha: “Prepare para ti habitações
nas montanhas e nas árvores e nas construções dos homens;
então alimentem-se de toda a espécie de frutas e descubram com habilidade os caminhos amplos de seu Mantenedor.” “Emana
de seu corpo uma bebida de várias cores, onde há saúde para os
homens: certamente este é um sinal para os que pensam”.(Surat an-Nahl, 68-69)
Impressionantes Arquitetos: As Térmitas
Ninguém deixa de se surpreender ao ver um ninho de térmitas
(cupins) sobrelevando-se sobre o solo. Isto porque esses ninhos são maravilhas
da arquitetura que atingem 5 ou 6 metros de altura. Dentro do
ninho existem sofisticados sistemas para satisfazer todas as necessidades
das térmitas, que não podem sobreviver à luz do sol, devido à estrutura de
seu corpo. Assim, existem no ninho sistemas de ventilação, canais, berçários
para as larvas, corredores, jardins para produção de fungos especiais,
saídas de emergências, salas para o inverno e o verão; em resumo,: tudo o
que é necessário. O que é mais impressionante é que as térmitas que constroem
seus ninhos maravilhosos são cegas.187
Apesar disso, ao compararmos o tamanho de uma térmita com
o do seu ninho, observamos que as térmitas executam um p r o j e t o
arquitetônico mais de 300 vezes maior do que elas
mesmas.
As térmitas apresentam ainda uma
notável característica: se separarmos
o seu ninho em duas partes durante
os primeiros estágios de sua
construção, e depois de algum
tempo as unirmos novamente,
veremos que todos os canais,
corredores e caminhos se
acoplarão entre si. As térmitas
continuarão suas tarefas como
se recebessem ordens de um único centro.
O Pica-Pau
Todos nós sabemos que o picapau
constrói o seu ninho furando
troncos de árvores. O que muitos não
sabem é como que os pica-paus não sofrem
hemorragia cerebral ao martelar
com grande força sua própria cabeça. O
que o pica-pau faz, de certa modo é semelhante
a um homem pregar um prego
na parede com a sua cabeça. Se alguém
se aventurasse a fazer algo semelhante
a isso, provavelmente sofreria uma fratura
do crânio seguida de hemorragia cerebral.
O pica-pau, entretanto, pode martelar
um duro tronco de árvore de 38 a
43 vezes durante 2,10 a 2,69 segundos, sem
nada lhe acontecer.
Nada lhe acontece porque a estrutura de sua cabeça foi criada
de forma adequada para essa operação. O crânio do pica-pau tem um
sistema de “suspensão” que reduz e absorve a força produzida pelas suas
marteladas. Existem também tecidos amortecedores especiais entre os
ossos de seu crânio..188
O Sistema de Sonar dos Morcegos
Os morcegos voam na maior escuridão, sem qualquer problema, pois têm
um sistema de navegação bastante interessante que lhes permite assim proceder.
Esse sistema é o que hoje chamamos de “sonar”, que detecta as formas dos
objetos ao redor, a partir do eco de ondas sonoras que eles emitem.
Uma pessoa jovem mal pode detectar sons com freqüências de 20.000
vibrações por segundo. O morcego, entretanto, está aparelhado com um
sistema de “sonar” especialmente projetado para utilizar sons com freqüências
entre 50.000 e 200.000 vibrações por segundo. E ele emite esses sons em todas
as direções, de 20 a 30 vezes por segundo. O eco desse som é tão forte que o
morcego não só compreende a existência de objetos no seu percurso de vôo,
como também detecta a posição de suas presas em movimentos..189
BALEİAS
Os mamíferos precisam respirar
com regularidade, e por essa
razão a água não constitui um ambiente
muito conveniente para eles. A
baleia, porém, que é um mamífero aquático,
enfrenta esse problema com um sistema
respiratório muito mais eficiente do que
o de muitos animais terrestres. Cada
vez que as baleias respiram, expelem
90% do ar que inspiram, e assim precisam
novamente inspirar só após longo
intervalo de tempo. Ao mesmo tempo,
elas possuem uma substância concentrada – a mioglobina – que as ajuda armazenar oxigênio
em seus músculos. Com o auxílio desses sistemas, certa espécie de baleia
pode mergulhar até 500 metros de profundidade e nadar durante 40 minutos
sem respirar nada..190 Os orifícios nasais da baleia, por outro lado,
estão localizados em seu dorso, ao contrário dos animais terrestres, pelo
que ela pode respirar mais facilmente.
O Projeto Existente no Mosquito
Sempre pensamos no mosquito como sendo um animal voador. Na
realidade, o mosquito desenvolve seus estágios iniciais sob a água, e atinge
o ar sobre a superfície da água mediante um projeto excepcional que lhe
proporciona todos os órgãos de que ele necessita.
O mosquito começa a voar com sistemas de sensoreamento especiais
postos à sua disposição para detectar a localização de sua presa. Com
esses sistemas, ele se assemelha a um avião de caça com detectores de
calor, gás, umidade e odor. Ele dispõe até da capacidade de “ver, conforme
a temperatura”, o que o ajuda a encontrar sua presa mesmo na maior
escuridão.
A técnica de sugar sangue, do mosquito, apresenta um sistema incrivelmente
complexo. Com seu sistema de corte com seis lâminas, ele corta o
tecido da pele como uma serra. À medida em que esse processo de corte é
efetuado, ele segrega uma secreção sobre o ferimento causado, que aneste-sia os tecidos, e quem está sendo
picado nem mesmo percebe que
seu sangue está sendo succionado.
Essa secreção, ao mesmo
tempo, impede a coagulação do
sangue, assegurando a continuidade
do processo de sucção.
Faltando apenas um desses
elos da cadeia, o mosquito não
seria capaz de sugar o sangue
para alimentar sua prole. Com
seu projeto excepcional, até mesmo esta frágil criatura constitui, por si
mesma, um evidente sinal da Criação. No Corão o mosquito é ressaltado
como um exemplo que demonstra a existência de Deus para os seres
inteligentes:
“Deus não deixa de pôr em parábola um mosquito com algo maior
do que este. Os que crêem sabem que isso é a verdade que provém do
seu Senhor, enquanto os incrédulos dizem: ‘Que é que Deus quererá
dizer com está parábola, com a qual desnorteia muitos e encaminha
outros?’ Mas com isso não desnorteia senão os ímpios.”, (Surat al-Baqara, 26)
Aves de Rapina com Vista Aguçada
As aves de rapina têm vista aguçada, que as capacita a fazer à distância
ajustes perfeitos em seu vôo na direção de sua presa. Ainda mais, seus grandes
olhos contêm mais células na retina, o que significa melhor visão. Existem
mais de um milhão de células na retina do olho de uma ave de rapina.
As águias, que voam a
milhares de metros de altitude,
têm olhos tão aguçados
que podem sensorear o solo
perfeitamente, daquela distância.
Da mesma maneira
que aviões militares detectam
seus alvos a milhares de
metros de distância, as águias
também detectam sua presa,
percebendo a menor variação de cor ou a menor movimentação sobre o solo. O olho da águia tem um ângulo visual de 300o e pode ampliar uma imagem em torno de seis a oito
vezes. As aves podem efetuar o sensoreamento remoto de uma área de
cerca de 30.000 hectares voando a 4.500 metros acima dela. À altitude de
1.500 metros, elas podem distinguir um coelho escondido em um capinzal. É evidente que essa extraordinária estrutura do olho da águia foi especialmente
projetada para ela.
A TEİA DE ARANHA
A aranha Dinopis tem grande
habilidade para caçar. Em vez de tecer uma
teia estática e aguardar sua presa, ela tece
uma pequena teia, bastante inusitada, que
lança sobre a presa. Em seguida, ela rapidamente aprisiona fortemente
sua presa com essa teia. O inseto aprisionado nada pode fazer para se
livrar. A teia é enrolada nele ao tentar se desvencilhar. Para armazenar seu
alimento, a aranha envolve a presa com fios extras, como se a estivesse
empacotando.
Como consegue esta aranha fazer uma teia tão excelente no seu
projeto mecânico e na sua estrutura química? É impossível que a aranha
tenha adquirido essa capacidade por coincidência, como alegado pelos
evolucionistas. A aranha é destituída de faculdades como o aprender
a memorizar, e não tem sequer um cérebro para comandar todo esse
processo. Obviamente, esta capacidade foi dada à aranha por Deus – o seu
Criador, que é exaltado em poder.

Milagres muito importantes escondem-se na teia das aranhas. O fio
da teia, com diâmetro menor que um milésimo de milímetro, é 5 vezes
mais resistente que um fio de aço de mesma dimensão. O fio tem ainda a característica adicional de ser extremamente leve. Um fio com comprimento
suficiente para rodear a Terra pesaria apenas 320 gramas.191 O aço,
substância especialmente produzida em usinas siderúrgicas, é um dos
materiais mais resistentes produzido pelo homem. Entretanto, a aranha
pode produzir em seu corpo um fio muito mais resistente que o aço. Para
produzir aço, o homem precisou utilizar ciência e tecnologia desenvolvidas
durante séculos. Como foi então desenvolvida a ciência e a tecnologia que
a aranha utiliza para produzir o fio de sua teia?
Como se vê, todos os desenvolvimento científicos e tecnológicos que
estão hoje à disposição da humanidade estão muito aquém daqueles que
uma simples aranha utiliza!
Animais Hibernantes
Animais hibernantes podem continuar a viver embora a temperatura
de seus corpo atinja o mesmo valor da baixa temperatura ao seu redor.
Como eles conseguem isto?
Os mamíferos são animais de sangue quente. Isso significa que, sob
condições normais, a temperatura de seu corpo permanece constante,
porque o termostato natural de seu corpo regula a constância dessa
temperatura. Entretanto, durante a hibernação, a temperatura de pequenos
mamíferos, como o esquilo, que normalmente é de 40 ºC, cai a valores
pouco acima do ponto de congelamento, como se fosse ajustada por um
determinado botão. O animal passa a respirar lentamente, e a sua batida
cardíaca normal de 300 vezes por minuto cai para 7 a 10. Seus reflexos
corporais normais cessam, e a atividade elétrica em seu cérebro passa a ser
quase não detectável.
Um dos perigos da imobilidade é o congelamento dos tecidos sob
condições de frio intenso, com a sua conseqüente destruição pela formação
de cristais de gelo. Os animais que hibernam são protegidos contra esse
perigo graça às características especiais com que foram dotados. Os fluidos
do corpo dos animais em hibernação retêm substâncias químicas de massa
molecular elevada. Assim, o seu ponto de congelamento diminui, e eles
ficam protegidos contra danos.192
Peixe Elétrico
Certas espécies de peixes como a enguia e a arraia utilizam a
eletricidade que produzem em seu corpo para protegerem-se de seus
inimigos ou para paralisar suas presas. Em todos os seres vivos – inclusive
no homem – existe uma pequena quantidade de eletricidade. O homem,
porém, não consegue direcionar essa eletricidade ou mantê-la sob controle
para usá-la em benefício próprio. As criaturas mencionadas, entretanto,
produzem uma corrente elétrica em seu corpo com até 500 ou 600 volts,
e são capazes de usá-la contra seus inimigos. E ainda mais, elas não são
afetadas por essa eletricidade.
A energia que elas consomem para se defender é recuperada após um
certo tempo, da mesma maneira que uma bateria é carregada, e novamente
a eletricidade fica à disposição para ser usada. Os peixes não usam a
eletricidade de alta tensão existente em seu corpo só para sua defesa. A
eletricidade, além de prover meios para eles encontrarem seu caminho em águas turvas e na escuridão do fundo do mar, também os ajuda a sentirem
a presença de objetos sem os verem. Os peixes conseguem emitir sinais
usando a eletricidade de seu corpo; esse sinais elétricos são refletidos
ao atingirem objetos sólidos, transmitindo ao peixe informações sobre o
objeto. Assim, o peixe consegue determinar a distância e o tamanho do
objeto.193
Um Plano Inteligente para os Animais: camuflagem
Acima: Três pulgões imitando espinhos.
Acima à direita: uma serpente escondendo-se entre as folhas
Abaixo à direita: uma lagarta bem no meio da folha para não ser notada. |
Uma das características que os animais possuem para preservar sua
vida é a arte de se esconder, isto é, a “camuflagem”.
Os animais sentem a necessidade de se esconder por duas razões
principais: para caçar e para se protegerem contra predadores. A
camuflagem difere de todos os outros métodos devido ao seu envolvimento
específico com a inteligência, habilidade, estética e harmonia manifestadas
de maneira extraordinária.
As técnicas de camuflagem dos animais são verdadeiramente impressionante. É quase impossível identificar um inseto escondido no tronco de uma árvore, ou outra criatura escondida na parte inferior de uma folha.
Pulgões que sugam a seiva de plantas alimentam-se de brotos da planta
fingindo serem espinhos. Desta forma, eles enganam os pássaros, que são seus
maiores inimigos, e garantem que os pássaros não pousem nessas plantas.
 
Left: Uma lula confundindo-se com a
superfície arenosa do fundo do mar.
Right:A coloração brilhante surge
quando há perigo, no caso, quando a lula é
avistada por um mergulhador.. |
Lulas
Sob a pele da lula há uma densa camada de sacos elásticos com
pigmentos – os cromatóforos – de cor principalmente amarela, vermelha,
preta e marron. Ao receber um sinal, as células expandem-se e dão à pele a
coloração adequada. É assim que a lula confunde-se com a cor das rochas
ao seu redor, camuflando-se perfeitamente.
Este sistema opera tão eficazmente que a lula pode até criar um
conjunto de faixas brancas e pretas, imitando a pele da zebra..194
Diferentes Sistemas de Visão
A visão é extremamente importante para a caça e a defesa, em muitos
animais marinhos. Assim, muitos desses animais são equipados com olhos
perfeitamente projetados para a vida submarina.
Abaixo do nível do mar, a capacidade de ver torna-se cada vez mais limitada
em função da profundidade, especialmente abaixo de 30 metros de profundidade. Entretanto, os organismos criados para viver nessas profundidades,
têm olhos criados em conformidade com as condições aí existentes.
Os olhos dos seres marinhos, ao contrário dos animais terrestres,
têm lentes esféricas, perfeitamente adequadas às necessidades impostas
pela densidade da água onde elas habitam. Comparada com os olhos
bastantes elípticos dos animais terrestres, essa estrutura esférica é mais
apropriada para a visão submarina; ela se ajusta para a visão de objetos
nas proximidades. Quando um objeto a maior distância é focalizado,
todo o sistema de lentes é puxado para trás com o auxílio de um
mecanismo muscular especial interno ao olho.
Outra razão pela qual os olhos dos peixes são esféricos é a refração da
luz na água. Como o olho é preenchido com um líquido que tem praticamente
a mesma densidade da água, não ocorre refração quando uma imagem
formada fora é refletida sobre o olho. Conseqüentemente, o cristalino focaliza
totalmente a imagem do objeto exterior sobre a retina. Os peixes, ao contrário
dos seres humano, vêm muito distintamente sob a água.
Alguns animais, como o polvo, têm grandes olhos para compensar
a pouca luminosidade existente nas profundidades. Abaixo de 300
metros, os peixes de olhos grandes precisam captar sinais luminosos
dos organismos à sua volta, para notá-los. Eles têm de ser especialmente
sensíveis à fraca luz azul que penetra nas águas a essa profundidade.
Por essa razão, a retina dos seus olhos é dotada de muitas células
sensíveis ao azul.
Como entendido a partir desses exemplos, todo ser vivo tem
olhos distintos, especialmente projetados para suprir necessidades
especiais. Este fato comprova que todos eles foram criados da maneira
que tinham de ser, por um Criador que tem sabedoria, conhecimento e
poder eternos.
Sistema Especial de Congelamento
Uma rã congelada incorpora uma estrutura biológica inusitada.
Ela não apresenta qualquer sinal de vida. Seu batimento cardíaco, sua
respiração e sua circulação sangüínea chegam a parar completamente.
Quando descongela, entretanto, a mesma rã volta a viver como se tivesse
acordado de um sono.
Normalmente, um ser vivo no estado de congelamento corre muitos
riscos fatais. A rã, entretanto, é imune a esses riscos. Ela apresenta a
característica principal de produzir bastante glicose quando se encontra
nesse estado. Exatamente como uma pessoa diabética, o nível de açúcar
no sangue da rã atinge valores bastante elevados, podendo chegar até a
550 milimol/litro. (Esse valor normalmente fica entre 1 a 5 mml/l para as
rãs, e 4 a 5 mml/l para o ser humano). Em tempo normal, aquela extrema
concentração de glicose pode ocasionar sérios problemas para a rã.
Entretanto, em uma rã congelada esse valor extremo faz com que a água
não saia das células, evitando sua desidratação. A membrana celular da rã é
altamente permeável á glicose, pelo que a glicose tem acesso fácil ao interior
das células. O alto nível de glicose no corpo reduz a temperatura de congelamento,
fazendo com que somente uma quantidade bastante pequena dos
líquidos internos do corpo do animal se torne em gelo, no frio. Pesquisas mostraram
que a glicose também pode alimentar as células congeladas. Durante
esse período, além de ser o combustível natural do corpo, a glicose também
interrompe muitas reações metabólicas, como a síntese da uréia, evitando assim
que sejam exauridas as diferentes fontes de alimento da célula.
Como surge rapidamente essa grande quantidade de glicose no
corpo da rã? A resposta é bastante interessante: esse ser vivo é equipado
com um sistema bastante especial para cuidar dessa tarefa. Tão logo o
gelo apareça sobre a pele, uma mensagem é enviada para o fígado para
que parte do glicogênio nele armazenado se converta em glicose. Não
se conhece a natureza dessa mensagem em trânsito para o fígado. Cinco
minutos após o recebimento da mensagem, o nível de açúcar no sangue
começa a aumentar imediatamente.195
Inquestionavelmente, o fato de o animal ter sido equipado com um
sistema que altera totalmente o seu metabolismo para satisfazer todas
as suas necessidades exatamente quando necessário, somente pode ser
possível mediante o inefável plano do Todo-Poderoso Criador. Nenhuma
coincidência poderia gerar esse sistema tão perfeito e complexo.
Albatrozes
As aves migratórias minimizam o consumo de energia utilizando diferentes “técnicas de vôo”. Os albatrozes também foram observados como tendo um
estilo de vôo semelhante. Estas aves, que despendem 92% de sua vida no mar,
têm envergadura de até 3,5 metros, e sua mais importante característica é seu
estilo de vôo: Elas podem voar durante
h o - ras sem bater as asas, planando.
Para conseguir isso, elas aproveitam
as correntes aéreas ascendentes,
mantendo sempre as asas abertas.
É necessária muita energia para manter
constantemente abertas as asas com a envergadura
de 3,5 metros. Os albatrozes, entretanto, podem
manter essa posição no decorrer de horas de vôo. Isso se deve ao
seu sistema anatômico especial com o qual são dotados desde o nascimento.
Durante o vôo, as suas asas são travadas, e assim não requerem nenhum
esforço muscular para mantê-las abertas. As asas batem usando somente algumas
camadas de músculos. Isso auxilia grandemente a ave durante o vôo. Esse
sistema reduz a energia consumida por elas durante o vôo. Os albatrozes não
usam energia porque não batem as asas nem desperdiçam energia para mantêlas
abertas. Eles voam durante horas utilizando exclusivamente o vento como
fonte de energia. Um albatroz de 10 kg perde apenas 1% de seu peso enquanto
voa cerca de 1.000 km, o que realmente é uma percentagem bastante pequena.
O homem tem construído planadores usando os albatrozes como modelo, e
utilizando sua fascinante técnica de vôo..196
Uma Árdua Migração
O salmão do Oceano Pacífico apresenta a característica excepcional de voltar
ao rio em que nasceu, para reproduzir-se. Após gastar parte de sua vida no
mar, esses animais voltam à água doce para a reprodução.
Ao iniciar sua jornada, no início do verão, a cor do salmão é vermelho
brillhante. No final de sua jornada, entretanto, sua cor é escura. No final
de sua migração, o salmão se aproxima do litoral e tenta chegar aos
rios, lutando com perseverança para voltar ao local de seu nascimento.
Chegam lá sobrenadando turbulentas correntezas, nadando rio acima,
vencendo quedas d’água e barragens. No término desse percurso de 3.500 a 4.000 km, ao chegar no local de seu nascimento, a fêmea deposita
cerca de 3 a 5 mil ovos que são fertilizados pelos machos. Os salmões
sofrem muito dano em resultado dessa migração no período da desova.
As fêmeas após botarem os ovos ficam exaustas; suas barbatanas da
cauda se desgastam, e sua pele começa a escurecer. O mesmo acontece
com os machos. Logo o rio fica repleto de salmões mortos. Apesar de
tudo, outra geração de salmões está pronta para eclodir e realizar a
mesma jornada.
A maneira pela qual o salmão completa a sua jornada, chegando
ao mar e descobrindo o caminho de volta são apenas algumas questões
que ficam para serem respondidas. Embora muitas sugestões tenham
sido feitas, ainda não se chegou a qualquer solução definitiva. Qual é o
poder que faz o salmão enfrentar o retorno de milhares de quilômetros
até chegar a um local desconhecido para ele? Obviamente existe uma
vontade superior dirigindo e controlando todos esses seres vivos –
Deus, o Sustenedor de todas as coisas.
Koalas
O óleo encontrado nas folhas de eucalipto é venenoso para muitos
mamíferos. Esse veneno é um mecanismo de defesa química usado pelas árvores de eucalipto contra seus inimigos. Entretanto, existe um ser
vivo muito especial que tira o melhor desse mecanismo, alimentando-se
das folhas venenosas do eucalipto:
um marsupial chamado koala.
Os koalas fazem seu lar nas árvores
de eucalipto, alimentam-se de
suas folhas, e delas obtêm também
a água.
Como outros mamíferos, os
koalas também não conseguem
digerir a celulose presente nas árvores, e por isso eles dependem
de microorganismos digestores da
celulose. Esses microoganismos
vivem em abundância no ponto de
convergência dos intestinos grosso
e delgado, o ceco, que é a extensão
traseira do sistema intestinal. O ceco constitui a parte mais interessante do sistema digestivo do koala. Ele
funciona como uma câmara de fermentação onde os microorganismos
digerem a celulose enquanto a passagem das folhas é retardada. Assim,
o koala consegue neutralizar o eleito venenoso dos óleos existentes nas
folhas do eucalipto.197
Capacidade de Caçar sem Andar.

Left: An open Sundew. Right: A closed one. |
A drósera sul-africana é uma planta que caça insetos com seus pelos
viscosos. As folhas dessa planta estão repletas de longos pelos vermelhos.
As extremidades desses pelos são cobertos por um fluído que tem cheiro
atrativo para os insetos. Outra característica desse fluido é sua viscosidade
extremamente alta. O inseto que procura atingir essa fonte de cheiro
atrativo acaba sendo aprisionado nos pelos viscosos. Pouco depois a folha
se fecha sobre o inseto que já está imobilizado nos pelos, e a planta extrai
dele as proteínas necessárias para ela, digerindo o inseto.198
Conceder essa capacidade a uma planta, que não tem qualquer
possibilidade de se mover, sem dúvida é um sinal evidente de planejamento
especial. É impossível que uma planta tenha desenvolvido esse estilo de
caça por sua própria vontade ou consciência, ou por meio de coincidências.
Da mesma forma, é muito mais impossível ignorar a existência e o poder
do Criador que concedeu à drósera essa capacidade.
O Planejamento nas Penas das Aves.
A um primeiro olhar,
as penas das aves parecem
ter uma estrutura muito
simples. Ao estudá-las mais
de perto, entretanto, discernimos
a estrutura bastante
complexa das penas, que
são leves, embora extremamente
fortes, e impermeáveis à água.
As aves devem ser tão
leves quanto possível para
poderem voar mais facilmente.
As penas são feitas
de queratina, proteína que
permite satisfazer essas condições.
Em ambos os lados
da haste de uma pena existem
barbas e em cada barba
cerca de 400 bárbulas. Nessas
400 bárbulas localizamse
800 barbicelas, duas em
cada bárbula. Cada uma das
800 barbicelas de uma pena
pequena, que se localizam
na parte frontal, apresenta
outras 20 bárbulas que fixam entre si duas penas, como duas peças
de pano de flanela. Em uma única pena existem aproximadamente 300
milhões de barbicelas. O número total de barbas em todas as penas de
uma ave gira em torno de 700 bilhões.
Existe uma razão bastante significativa pela qual as penas das aves
se interligam mediante as bárbulas e ganchos. As penas devem firmarse
fortemente no corpo da ave, para que não sejam arrancadas por algum
movimento qualquer. Com o mecanismo construído por bárbulas
e ganchos, as penas se firmam tão fortemente no corpo da ave que nem
fortes ventos, nem chuva, nem neve, conseguem arrancá-las.
Além do mais, as penas no abdómem da ave são diferentes das penas
das asas e da cauda. As penas da cauda são relativamente grandes para funcionar como leme e freio; as penas das aves são projetadas de
maneira a aumentar a superfície da asa durante o bater das asas, para
assim aumentar a força de sustentação.
Basilisco: Especialista em Andar sobre a Água
O basilisco é um dos
raros animais que
podem se deslocar
mediante um equilíbrio
entre água e ar..
|
Poucos animais são capazes de andar sobre a superfície da água. Um
desses raros animais vive na América Central e é mostrado na figura abaixo.
Nos lados dos dedos das patas traseiras do basilisco existem abas que os
capacitam a espadanar na água. Essas abas enrolam-se quando o animal
anda no solo. Ao defrontar-se com o perigo, o basilisco começa a correr
muito rapidamente sobre a superfície de rios ou lagos. Em seguida, as abas
de suas patas traseiras abrem-se e provêm assim maior área superficial
para ele correr sobre a água.199
Esse projeto específico do basilisco é um dos sinais evidentes de uma
Criação consciente.
Fotossíntese
Inquestionavelmente, as plantas desempenham um papel preponderante
para tornar a Terra um local habitável. Elas purificam o ar para nós,
mantêm a temperatura do planeta em um nível constante e mantêm equilibrada
a proporção dos gases na atmosfera. O oxigênio do ar que respiramos é produzido pelas plantas. Parte importante de nossa alimentação também é
provida pelas plantas. O valor nutritivo das plantas deriva do projeto especial
de suas células, ao qual elas também devem outras características suas.
A célula vegetal, ao contrário das células animais e humanas, consegue
utilizar diretamente a energia solar. Ela converte a energia solar em energia
química, armazenando-a em nutrientes de maneiras muito especiais. Esse
processo é chamado de “fotossíntese”, e de fato é efetuado não pelas células,
mas pelos cloroplastos, organelas que dao às plantas sua colaboração verde.
Essas frágeis organelas verdes são observadas apenas ao microscópio, e
são os únicos laboratórios na Terra capazes de armazenar energia solar em
matéria orgânica.
A quantidade de matéria vegetal produzida no planeta chega a cerca
de 200 bilhões de toneladas anualmente. Essa produção é vital para todos
os seres vivos na Terra, e é realizada mediante um processo químico
bastante complexo. Milhares de pigmentos de clorofila que se encontram no
cloroplasto reagem à luz em um intervalo de tempo incrivelmente curto, algo
da ordem de um milésimo de segundo. Por essa razão, muitas das atividades
que têm lugar na clorofila ainda não conseguiram ser observadas.
A conversão da energia solar em energia elétrica ou química é uma
conquista tecnológica bastante recente. Para realizá-la, são utilizados
instrumentos de alta tecnologia. A célula vegetal, tão pequena que é invisível
a olho nu, tem estado a realizar essa tarefa há milênios.
Esse sistema perfeito novamente descortina a Criação para todos que
desejarem ver. O sistema bastante complexo da fotossíntese é um mecanismo
conscientemente projetado, criado por Deus. Uma fábrica incomparável
está concentrada em uma área minúscula localizada nas folhas. Este projeto
perfeito é somente um dos sinais que revelam que todos os seres vivos foram
criados por Deus, o Sustenedor de todas as coisas.