O ENGANO DO EVOLUCIONISMO

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O ENGANO DO EVOLUCIONISMO



CHAPTER 1

Para libertar-se do preconceito

A maior parte das pessoas aceita que tudo o que escutam dos cientistas é estritamente verdadeiro. Não lhes ocorre que os cientistas possam também ter vários preconceitos filosóficos ou ideológicos. O fato real é que os cientistas evolucionistas impõem ao público os seus próprios preconceitos e pontos de vista filosóficos, guisa de ciência. Por exemplo, um biólogo evolucionista facilmente pode entender que existe uma incompreensível harmonia em uma molécula de proteína, o bloco construtivo da vida, e que não há probabilidade de isto ter podido surgir por acaso. Entretanto, ele declara que essa proteína passou a existir sob condições de uma Terra primordial, por acaso, há bilhões de anos atrás. E não pára aí. Ele declara, também, sem hesitação, que não só uma molécula de proteína, mas milhões de outras formaram-se por acaso, e então, de maneira incrível, juntaram-se todas para criar a primeira célula viva. Além disso, passa a defender seu ponto de vista com uma cegueira obstinada. Assim procedem pessoas que são evolucionistas.

Se esse mesmo cientista encontrasse três tijolos um em cima do outro, ao caminhar por uma rua, jamais suporia que esses tijolos tivessem se encontrado por acaso e então subido um em cima do outro novamente por acaso. De fato, quem fizesse uma afirmação como essa seria considerado insano.

Como, então, pode ser possível que pessoas capazes de julgar eventos comuns de maneira racional, adotem uma atitude irracional quando se trata de pensar acerca de sua própria existência?


Michael Behe
Um embaraçoso silêncio cerca a perfeita complexidade da célula”.

Não é possível alegar que essa atitude seja adotada em nome da ciência, pois a ciência exige que se considerem ambas as alternativas, sempre que existirem duas igualmente possíveis, com relação a um dado caso. E se a probabilidade de uma das duas alternativas for muito menor, por exemplo, da ordem de somente 1%, então o que é racional e científico é considerar como válida a outra alternativa, com 99% de probabilidade.

Continuemos, mantendo em mente essa fundamentação científica. Existem dois pontos de vista apresentados com relação a como osseres vivos vieram à existência na Terra. O primeiro é que todos os seres vivos foram criados por Deus, com a sua estrutura complexa atual. O segundo é que a vida surgiu por coincidência aleatória, que é a alegação da Teoria da Evolução.

Ao olharmos para os dados científicos apresentados por exemplo na Biologia Molecular, podemos verificar que não existe qualquer probabilidade de que tenha vindo à existência por acaso, como declaram os evolucionistas, sequer uma só célula, ou ainda uma só dos milhões de proteínas presentes nessa célula. Como ilustraremos nos capítulos seguintes, cálculos probabilísticos confirmam isso de maneira cabal. Assim, o ponto de vista evolucionista sobre o surgimento dos seres vivos tem probabilidade zero de ser verdadeiro.

Isso significa que o primeiro ponto de vista tem 100% de probabilidade de ser verdadeiro. Isto é, a vida deve ter surgido mediante planejamento, e não por acaso. Em outras palavras, a vida foi “criada”. Todos os seres vivos vieram à existência pelo desígnio de um Criador magnífico em poder, sabedoria e conhecimento superiores. Essa realidade, não é somente resultado de uma convicção pessoal; é a conclusão a que a própria ciência leva uma pessoa pela lógica e pelo raciocínio.

Sob tais circunstâncias, nosso cientista evolucionista teria que deixar de lado suas alegações para aderir a um fato que não somente é obvio, como comprovado. Proceder de outra forma estaria demonstrando que realmente ele não está sendo um verdadeiro cientista, pois estaria sacrificando a ciência para favorecer seus dogmas e sua filosofia e ideologia próprias.

Sua raiva, obstinação e preconceitos crescem cada vez mais, ao confrontar-se com a realidade. Sua atitude, porém, pode ser explicada com uma só palavra: fé. Não obstante, é uma cega fé supersticiosa, já que não admite qualquer outra explicação, a despeito dos fatos, devido à devoção de toda a sua vida a um cenário que construiu em sua imaginação.

Materialismo Cego

A fé sobre a qual estamos falando é a filosofia materialista que parte do princípio de que a matéria existe por toda a eternidade, e que não há nada mais senão a matéria. A Teoria da Evolução é a assim chamada “fundamentação científica” dessa filosofia materialista, e essa teoria é defendida cegamente para poder sustentar aquela filosofia. Quando a ciência chega a invalidar as alegações do evolucionismo – e este éexatamente o ponto que atingimos neste final do século XX – ela então é distorcida, tentando-se trazê-la a uma posição em que possa apoiar a
evolução, com o objetivo de manter vivo o materialismo.

Algumas linhas escritas por um dos eminentes biólogos evolucionistas da Turquia constituem um bom exemplo para vermos a que ponto nos levaram o juízo e o critério ilógico dessa devoção cega. Esse cientista discute da seguinte maneira a probabilidade de formação ao acaso do Citocromo-C, uma das enzimas mais essenciais para a vida:

A probabilidade de formação da seqüência do Citocromo-C é praticamente zero. Isto significa que, se a vida exige uma certa seqüência, pode-se dizer que a probabilidade de ela ter surgido é também praticamente zero em todo o Universo. De outra forma, alguma força metafísica, além de nossa definição, deveria ter agido para o seu surgimento. Aceitar isso não é adequado, dentro dos objetivos da ciência. Por isso, temos de nos manter dentro da primeira hipótese.2

Este cientista acha “mais científico” aceitar uma probabilidade “praticamente zero” ao invés da Criação. Entretanto, de acordo com as regras da ciência, se existem duas explicações alternativas para um evento, e se uma delas tem possibilidade de ocorrência “praticamente zero”, então a outra deve ser a correta! Contudo, a abordagem materialista dogmática proíbe admitir um Criador superior. Essa proibição leva esse cientista – e muitos outros que acreditam no mesmo dogma materialista – a aceitar alegações completamente contrárias à razão.

Pessoas que acreditam e confiam nesses cientistas tornam-se, também, escravizadas e cegadas pelo mesmo encanto materialista, e adotam a mesma psicologia insensível ao lerem seus livros e artigos.


Richard Dawkins, atarefado em sua propaganda evolucionista.

Esta visão materialista dogmática é a razão pela qual são ateus muitos nomes eminentes na comunidade científica. Os que se libertam da escravidão desse encanto, e passam a pensar com mente aberta, não hesitam em aceitar a existência de um Criador. O bioquímico americano Michael Behe, um dos proeminentes cientistas que apoiam a teoria do “Planejamento Inteligente”, que tem-se tornado bastante aceita ultimamente, descreve da seguinte maneira os cientistas que se recusam a crer no “projeto” ou “criação” dos organismos vivos:

Durante as últimas quatro décadas, a bioquímica moderna revelou os segredos da célula. Isso exigiu que dezenas de milhares de pessoas dedicassem o melhor de suas vidas ao tedioso trabalho nos laboratórios. ... O resultado desses esforços cumulativos para pesquisar a célula – para pesquisar a vida no nível molecular – consiste em um alto, claro, e penetrante brado: “Planejamento!” O resultado é tão fora de dúvida e tão significativo, que deve ser considerado como uma das maiores conquistas na história da ciência. ... Entretanto, um curioso e embaraçoso silêncio cerca a perfeita complexidade da célula. Por que a comunidade científica não recebe sofregamente a sua impressionante descoberta? Por que a observação do planejamento é tratada com tanta precaução intelectual? O dilema é que, enquanto um dos “lados do elefante” é designado como Planejamento Inteligente, o outro lado tem de ser designado como Deus.3

Esta é a pregação dos cientistas evolucionistas ateus, que se vê nas revistas e na televisão, e cujos livros são lidos. Toda a pesquisa científica efetuada por essas pessoas demonstra-lhes a existência de um Criador. Não obstante, elas têm-se tornado insensíveis e cegas pela educação materialista dogmática que absorveram, e que ainda persiste em sua posição de negar essa existência.

Pessoas que conscientemente desprezam os claros sinais e evidências do Criador tornamse totalmente insensíveis. Circunscritas a uma ignorante auto-confiança causada pela sua insensibilidade, elas podem até mesmo apoiar um absurdo como virtude. Um bom exemplo é o famoso evolucionista Richard Dawkins, que recomenda aos cristãos para que não suponham ter presenciado um milagre mesmo que tenham visto a imagem da Virgem Maria acenando para eles. De acordo com Dawkins, “Talvez todos os átomos da imagem coincidentemente tenham se movido juntos na mesma direção – um evento com baixa probabilidade, mas certamente possível”.4

A psicologia do descrente tem-se destacado no decorrer da história. No Corão ela é descrita da seguinte maneira:

Mesmo que lhe enviássemos anjos, e os mortos lhes falassem, e juntássemos todas as coisas perante seus próprios olhos, eles não iriam crer, a não ser que esse fosse o plano de Deus. Entretanto, a maioria deles é ignorante (da verdade). (Surat al-Anaam : 111)

Como essas passagens tornam claro, o pensamento dogmático dos evolucionistas não tem nada de original, e não é privativo deles. De fato, o que o cientista evolucionista mantém não é um pensamento científico, mas a ignorância que foi preservada desde as mais antigas comunidades pagãs incivilizadas.

A mesma psicologia é definida em outras passagens do Corão e da Bíblia:

Mesmo que lhes abríssemos a porta dos céus e eles continuassem (todos os dias) a subir para lá, eles tão somente diriam: “Nossos olhos estão intoxicados; não, fomos enfeitiçados por artes mágicas.” (Surat Al-Hijr : 14-15)

Doutrinação Evolucionista em Massa

Como indicado nas passagens acima, uma das razões pelas quais as pessoas não conseguem ver as realidades que cercam a sua existência é uma espécie de “encanto” que impede o seu raciocínio. É o mesmo “encanto” que está subjacente na aceitação ampla da Teoria da Evolução. Entendemos por “encanto” um condicionamento imposto pela doutrinação. As pessoas são expostas a uma doutrinação tão intensa sobre a veracidade da Teoria da Evolução, que freqüentemente nem mesmo percebem a distorção que existe nela.

Essa doutrinação cria efeito negativo sobre o cérebro, que desativa a faculdade de julgar. Em seguida, o cérebro, sendo submetido a uma doutrinação continuada, começa a perceber as realidades não como elas de fato são, mas de conformidade com a doutrinação imposta. Esse mesmo fenômeno pode ser observado em outros casos. Por exemplo, se alguém for hipnotizado, e levado a crer que o divã no qual está é um automóvel, ele continuará a perceber o divã como sendo um automóvel após a sessão de hipnose. Ele pensa que isso é muito lógico e racional porque é assim que ele vê, e não tem dúvida sobre estar correto. Exemplos como esse, que mostram a eficiência e o poder do mecanismo de doutrinação, são realidades científicas que têm sido verificadas mediante incontáveis experimentos relatados na literatura científica, e que são apresentados em livros didáticos de Psicologia e Psiquiatria.

A Teoria da Evolução e a visão de mundo materialista que a sustenta são impostas às massas por métodos de doutrinação como esses. As pessoas que continuamente são bombardeadas pela doutrinação evolucionista nos meios de comunicação, nas escolas, e nas declarações públicas de cientistas, não conseguem compreender que a aceitação dessa teoria, de fato, é contrária aos mais elementares princípios da razão. A mesma doutrinação também atinge os cientistas. Jovens cientistas, em sua carreira, à medida que o tempo passa, cada vez mais ficam imbuídos da visão de mundo materialista. Assim encantados, muitos cientistas partem para a pesquisa de confirmação científica das alegações evolucionistas do século XIX, irracionais e obsoletas, já há muito refutadas pelas evidências científicas.

Existem também mecanismos outros que forçam os cientistas a serem evolucionistas e materialistas. Nos países do Ocidente, o cientista tem de observar certos padrões para a promoção, para receber reconhecimento acadêmico, ou para ter seus artigos publicados em revistas científicas. O primeiro critério é a aceitação explícita da Evolução. Esse sistema obriga, assim, o cientista a despender toda a sua vida e sua carreira em função de uma crença dogmática.

Esta é a realidade que jaz atrás da afirmação: “A Eevolução ainda é aceita pelo mundo científico”. A Evolução se mantém viva não pelo seu valor científico, mas porque é uma obrigação ideológica. Muito poucos cientistas, conscientes desse fato, arriscam-se a declarar que “o rei esta nu!” No restante deste livro, estaremos revendo as descobertas da ciência moderna que levaram ao colapso da crença evolucionista, e à exposição das claras evidências da existência de Deus. O leitor testemunhará que a Teoria da Evolução de fato é um engano – um engano denunciado pela ciência a cada passo, porém mantido para velar a realidade da criação. O que se espera do leitor é que ele possa despertar do “encanto” que cega a mente das pessoas e destroi a sua capacidade de julgar, e que reflita seriamente sobre o que vem exposto neste livro.

Se o leitor se livrar desse “encanto”, e pensar clara e livremente, sem qualquer pré-julgamento, logo descobrirá a verdade cristalina. Essa verdade inevitável, também demonstrada pela ciência moderna em todos os seus aspectos, é que os organismos vivos vieram à existência não pelo acaso, mas em resultado da Criação. Podemos facilmente ver a realidade da Criação ao considerarmos como existimos, como passamos a ter vida, juntamente com a perfeição de todos os demais seres vivos.

 

    

2 Ali Demirsoy, KalItIm ve Evrim (Inheritance and Evolution), Ankara: Meteksan Publishing Co., 1984, p. 61. 
3 Michael J. Behe, Darwin's Black Box, New York:  Free Press, 1996, pp. 232-233. 
4 Richard Dawkins, The Blind Watchmaker, London: W. W. Norton,1986, p. 159.

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