A RELIGIÃO DARWINISTA – 1

Uma Doutrina Pagã da Antigüidade que Prevalece até Hoje

Imagine uma religião cujo fundador alegasse ser cientista, seu livro santo um tratado com uma mensagem supostamente científica e seus adeptos pessoas que pensassem de si mesmas como muito cultas. Essa religião penetrou em quase todas as civilizações, em cada escola de pensamento e em cada ideologia; seus adeptos somam centenas de milhões de pessoas. Em cada campo de especialização – História, Sociologia, Filosofia, Psicologia, Biologia, etc – ela é um dogma básico, a “luz que ilumina a verdade”.
 
Realmente, cada um de vocês está familiarizado com o tipo de religião expresso acima. Você a encontra na sua vida diária, lê a sua propaganda nos jornais e sente a sua influência na televisão. Essa religião infiltra-se em sua vida em cada momento; realmente ela faz parte da sua vida diária. Talvez alguns de vocês, sabendo ou não, têm sido submetidos à influência direta dessa religião. Ela é a “religião do darwinismo”. Você pode dizer para si mesmo: “o darwinismo não é uma religião, ele é uma teoria científica!”, porém, há muitas pessoas no mundo que são devotas do darwinismo. Alguns crêem que a evolução é um fato cientificamente comprovado, e que o mundo está sob a influência desta assim chamada posição científica.
 
Esta ideologia está estabelecida sobre uma série de erros e a sua aparência de positivismo científico nada mais é do que uma ilusão.(i) A teoria da evolução com seu livro sagrado, seus adeptos, suas alegadas respostas e explicações referentes às origens dos seres vivos, seus ídolos e crenças, sua mente fechada às críticas e ao desenvolvimento científico é uma religião pagã que nega a existência de Deus. O fato de que o darwinismo está estabelecido sobre a negação de Deus e de que ele realmente é uma religião pagã é algo que muitas pessoas – mesmo seus seguidores – somente recentemente têm começado a afirmar abertamente em artigos, livros e outros escritos.
 
O darwinismo é uma religião falsa; não obstante, ele é uma das maiores e mais disseminadas religiões no mundo. Ele tem influenciado pessoas através de seus vários métodos de propaganda, de falsificação e de confusão. Ao longo de gerações o número de seus adeptos tem estado a crescer.

 Inconscientemente, as pessoas têm sido afetadas por esta falsa religião e, com o tempo, têm-se tornado ferrenhos darwinistas. Entretanto, estão sendo continuamente descobertos fatos no âmbito da ciência que essa religião ateísta não pode tolerar. A cada novo desenvolvimento científico essas pessoas estão enfrentando face a face a realidade da criação. A religião do darwinismo está perdendo força perante questões sobre como os seres vivos vieram à existência pela primeira vez, sobre a estrutura complexa das criaturas vivas, sobre a variabilidade nas espécies, etc. A cada dia, o darwinismo perde alguma de suas amarras, pois ele é uma religião que está fundamentada na fé cega e permanece impotente em face dos desenvolvimentos na Biologia molecular, na Genética, na Paleontologia e na Bio-Matemática. Muitas recentes descobertas nesses campos da ciência indicam claramente e definidamente que a evolução não é verdadeira.

A divindade falsa do Darwinismo: o acaso

 A principal divindade no Darwinismo é o “acaso”. Não importa qual seja o campo de trabalho darwinista do qual tenhamos notícia, nele se encontra menção à força desse ídolo, das suas potencialidades, sua experiência e previsão, porque os darwinistas cêem que o Universo e tudo que nele há, animado e inanimado, vieram à existência pelo acaso. A divindade chamada “acaso” é a essência e o sangue vital do darwinismo. O que é interessante é que alguns darwinistas que levam o título de “cientistas” discursam a respeito do mesmo objeto de adoração e das mesmas doutrinas dessa religião pagã. Por exemplo, o zoólogo francês Pierre G. Grassé, ele mesmo um notável evolucionista, chama a atenção para esse fato:

 “O acaso torna-se uma espécie de providência que, sob a capa de ateísmo, não é identificado, mas que é adorado secretamente.” (ii)

 O mesmo ídolo encontra-se em outras religiões pagãs, da mesma forma. Nas religiões da Grécia, da China e da Índia, o surgimento dos seres vivos é também descrito fazendo-se referência a ocorrências ao acaso. As religiões antigas da Mesopotâmia, adoravam vários ídolos, criam na ajuda de pilares de pedras e acreditavam que eles possuiam grande poder.(iii) De acordo com essas religiões, os seres vivos vieram à existência por acaso, como por exemplo, pela enchente de um rio ou alguma outra ocorrência natural. O surgimento de novos organismos e espécies vivas, de acordo com o darwinismo, também dependeu de fenômenos naturais, como súbitas mudanças na temperatura ou altos níveis de radiação. Entretanto, o “acaso” no darwinismo é diferente do atribuído às divindades; ele é atribuído à consciência e à intenção!

 Resulta que o “acaso” tinha um propósito; ele não deixou nada para processos aleatórios. Este ídolo era tão presciente que, partindo dos menores organismos, ele trouxe à existência todos os seres vivos sobre a terra e planejou as suas necessidades futuras com milhões de anos de antecipação. Ele sabia mesmo que cada evento aconteceria a milhões de anos no futuro, e podia fazer provisão para cada necessidade sem a perda de um simples detalhe.

Para tratar desse assunto, a divindade chamada “acaso” usa muitos métodos; um dos mais importantes dos quais é a “mutação”. Mutação significa alteração ou mudança na molécula de DNA (localizada no núcleo da célula viva, e portadora de informação genética) efetuada por meio de radiação ou atividade química. A mutação usualmente causa dano que a célula não consegue reparar. Por exemplo, mongolismo, nanismo, anemia falciforme, deficiências mentais e físicas, bem como o câncer, são citadas como exemplos da natureza destrutiva das mutações. A mutação não é algo mágico que desenvolve seres em direção à perfeição, ela é claramente um processo que causa danos, que causa a morte, deficiências e doenças. Este fato é reconhecido pelos cientistas que comparam as mutações aos terremotos. (iv)

Os efeitos da mutação são sempre negativos; entretanto o “acaso” produz resultados ordenados e positivos! E acredita-se que esta divindade produz beleza, criaturas perfeitas, em ordem magnífica. Por exemplo, poderia criar as 100 trilhões de células existentes no corpo humano sem qualquer erro ou deficiência. Essa divindade jamais comete um erro e os seus planos jamais são desfeitos quando cria células como uma fábrica, quando produz energia, enzimas e hormônios, quando armazena no banco de dados do núcleo informações sobre o que ela produziu, ou quando distribui matérias primas e produtos acabados para diferentes departamentos, com um sistema de inspeção e controle que analisa tudo o que passa através das membranas, garantindo a qualidade de tudo o que é produzido.

Exemplos desse incomparável poder da divindade são inumeráveis. Por exemplo, o “acaso” fez com que a vida de um ser vivo dependesse do seu coração e do sistema circulatório e, para que o coração exercesse sua função, criou um sistema de artérias para levar o sangue a cada parte do corpo; e ao fazer isso não se esqueceu de um sistema de veias para trazer de volta o sangue ao coração. No meio tempo, acrescentou o fígado ao sistema para retirar o dióxido de carbono do sangue e conectou esse sistema todo ao coração. Ele sabia que, para depurar o sangue de outras impurezas, seriam necessários os rins e assim imediatamente os criou...

 Esta lista poderia ser estendida. Para a vida de qualquer criatura poder ter continuidade, um grande número de órgãos deveria executar sua função perfeitamente e simultaneamente. Se somente um deles falhasse em operar adequadamente, a criatura morreria dentro de poucos minutos, ou no máximo em poucos dias. Entretanto, de acordo com as alegações dos evolucionistas, a divindade “acaso” é grandemente consciente e atenta, projetando e trazendo à existência milhões de seres completos e sem defeito, criando-os como resultado de um longo e demorado processo. Mas, não estando contente somente em criar os seres humanos, ela também concebeu todas as coisas possíveis que o ser humano e sua descendência durante milhares de gerações haveriam de necessitar. Para prover as necessidades das gerações vindouras, ela criou o trigo, milhares de anos antes, e para as necessidades de energia das gerações seguintes criou o petróleo Ao fazer do sol a fonte de energia ela não esqueceu de criar camadas na atmosfera para proteger os seres humanos dos raios perigosos. Ao projetar o sistema humano de respiração, também criou uma atmosfera apropriada. Equilibrou esse sistema de tal forma que a vida de um ser vivo é dependente da vida de outros; fez a existência do oxigênio depender de plantas, as plantas da água, a água do calor atmosférico; fez todos esses sistemas dependerem, por sua vez, da rotação da Terra, que ainda depende da atração gravitacional dos corpos astronômicos, da distância do Sol à Terra, da Lua e de milhares de outros detalhes.

 Cada criatura é alimentada por outra, e se uma se torna extinta, a outra sofre. De acordo com as alegações evolucionistas, o “acaso” tem um tal grau de consciência que não deixa faltar nenhum detalhe! O já citado renomado zoólogo francês Pierre G. Grassé diz a respeito deste conceito:

O aparecimento oportuno de mutações para permitir animais e plantas satisfazerem suas necessidades parece difícil de acreditar. Entretanto, a teoria darwinista exige mais ainda: uma simples planta, um simples animal, exigiriam milhares e milhares de eventos felizes adequados. Assim, os milagres se tornariam a regra: eventos com probabilidade infinitesimal não poderiam ocorrer ... Não existe lei contra sonhar durante o dia, mas a ciência não deve depender disso.(v)

Assim, a essência da religião darwinista é uma doutrina que é anti-científica, anti-intelectual e destituída de sentido. Se o intelecto humano tem a capacidade de compreender que uma construção complexa não pode se formar por acaso e deve, sim, ser produto de um plano inteligente, então o darwinismo se opõe diametralmente à razão humana. Entretanto, da mesma forma como os primitivos pagãos que, contrariamente à razão, adoravam os ídolos que faziam com suas próprias mãos, os adeptos de Darwin, deixando de levar em conta a razão humana, aderem aos ensinamentos dele.

A religião do darwinismo está estabelecida sobre uma ilusão. Entretanto, mesmo o seu fundador, Charles Darwin, estava ciente de que os seres vivos complexos não poderiam ter vindo à existência por acaso. A ordem perfeita na natureza mostrava a ele que cada ser existente possuía um projeto magnífico. Darwin expôs suas dúvidas com as seguintes palavras:

Não posso, de maneira alguma, me contentar em ver esse maravilhoso universo e especialmente a natureza do homem. ... Eu inclino-me a olhar a cada coisa como o resultado de leis concebidas. ... Todas essas leis podem ter sido expressamente designadas por um Criador onisciente, que previu cada evento futuro e a sua conseqüência. Porém, quanto mais eu penso, mais perplexo eu fico.(vi)

Se você vir a olho nu seres vivos ao seu redor, você encontrará a prova de uma inteligência extraordinária, de estratégia e de ordem. Se você examinar uma criatura marinha microscópica, um simples átomo, uma célula ou qualquer organismo vivo, você encontrará uma composição assombrosa. Esta grande inteligência, este planejamento preciso e o projeto exato para cada parte da natureza provém de Deus, a quem todo poder e capacidade pertencem.

Notas

(i)  Para mais detalhes, referir-se a “Darwinism Refuted: How the Theory of Evolution Breaks Down in the Light of Modern Science”, Goodword Books, New Delhi, 2003.
(ii)  Pierre Paul Grassé, “Evolution of Living Organisms”, New York, Academic Press, 1977, p.107.
(iii)  Para mais detalhes, ver “Religion of Darwinism”, de Harun Yahya.
(iv)  B. G. Ranganathan, “Origins?”, Pennsylvania: The Banner of Truth Trust, 1988, p. 7.
(v)  Pierre Paul Grassé, “Evolution of Living Organisms”, New York: Academic Press, 1977, p. 103.
(vi)  “The Life and Letters of Charles Darwin”, vol. II, p. 105.

2008-07-09 21:19:30
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