ARCHAEOPTERYX – ESPÉCE EXTINTA DE AVE, E NÃO UMA FORMA INTERMEDIÁRIA

Depois que Charles Darwin publicou o seu livro A Origem das Espécies em 1859, os evolucionistas iniciaram a busca de espécies intermediárias de “transição” para comprovar as suas alegações.

O primeiro fóssil de Archaeopteryx foi descoberto na formação calcária de Solnhofen na Bavaria, Alemanha, em 1861. Os darwinistas consideraram como a salvação que deveria dar apoio a sua teoria. O esqueleto do Archaeopteryx (cujo significado é “asa antiga”) é um fóssil incrivelmente raro, de grande valor, e foi colocado em caixa de segurança bancária para sua proteção. A importância desse fóssil para os darwinistas tem a ver com as suas características que, como eles alegam, pertencem tanto a aves quanto a répteis. Com grande excitação e com noções pré concebidas, eles apresentaram o fóssil como um “elo perdido”, intermediário entre répteis e aves. O Archaeopteryx foi honrado com um lugar de destaque em muitas exibições em museus e também em livros-texto como a prova definitiva a favor da evolução.

 Entretanto, as várias críticas feitas com relação ao fóssil e as inconsistências que foram surgindo com um exame mais acurado dele permaneceram ignoradas.

 Grande número de características peculiares ao Archaeopteryx levaram os evolucionistas a interpretá-lo como uma fotografia da chamada transição evolutiva entre répteis e aves. Eles sugeriram que esse fóssil de ave extinta, com cerca de 150 milhões de anos, mantinha características meio-répteis de uma espécie anterior que havia vivido muito antes das aves. O Archaeopteryx tinha garras com penas, nas suas asas, dentes em sua mandíbula e uma cauda óssea semelhante à dos de répteis – todas essas eram características que levavam este espécime a ser interpretado como prova da teoria da evolução.

 De acordo com essa teoria, certos dinossauos pequenos, denominados Velociraptors ou Dromaeosaurus tinham gradualmente desenvolvido suas patas dianteiras transformando-as em asas e gradualmente tornando-se capazes de voar, saltando para capturar sua presa a partir de ramos bastante altos. Como parte desse cenário, o Archaeopteryx foi a primeira espécie a surgir dos seus alegados antepassados dinossauros, começando a voar. Essa hipótese pode ser encontrada repetidamente em praticamente todas as publicações evolucionistas.

 Na realidade, entretanto, os últimos exames feitos dos fósseis de Archaeopteryx mostraram que essa criatura definitivamente não era uma forma intermediária, mas realmente uma espécie extinta de ave, com várias características que a tornavam algo distinta das aves modernas. Os cientistas hoje concordam que o Archaeopteryx possuía um esqueleto, estrutura de penas e músculos de vôo idênticos aos das aves atuais, e era capaz de voar perfeitamente. Além disso, o exame científico comprovou que com a sua fúrcula (i) e a estrutura de penas assimétricas (ii), o Archaeopteryx era uma ave voadora plenamente desenvolvida.

 Resumindo, o Archaeopteryx não poderia ser classificado como uma forma intermediária, com base em algumas poucas características singulares. Particularmente o sétimo fóssil de Archaeopteryx, que foi escavado em 1992, confirmou isso, e demoliu completamente as alegações evolucionistas baseadas em qualquer “semelhança” com os répteis. Alan Feduccia da Universidade de Carolina do Norte em Chapel Hill, que é considerado autoridade mundial em aves, expressa a natureza errônea das alegações evolucionistas com relação ao Archaeopteryx:

Os paleontólogos tentaram transformar o Archaeopteryx em um dinossauro terrestre com penas. Mas ele não é isso. Ele é uma ave que empoleira. E nenhuma artimanha ‘paleológica’ irá alterar este fato.(iii)

 A despeito de ser evolucionista, John H. Ostrom, professor de geologia da Universidade de Yale, concorda que as alegações carecem de comprovação:

Zdenek Burian reconsiderou o estágio pré-Archaeopteryx na evolução do vôo das aves, que é usualmente denominado ‘pro-avis’. Não existe, absolutamente, qualquer evidência de pro-avis.(iv)

 Colin Patterson, outro cientista evolucionista, afirma também que as alegações feitas a favor do Archaeopteryx estão longe de serem científicas:

“Seria o Archaeopteryx ancestral de todas as aves? Talvez sim, talvez não: não existe uma maneira de responder essa pergunta. É bastante fácil construir histórias a respeito de como uma forma dá origem a outra, e descobrir razões pelas quais os estágios deveriam ser favorecidos pela seleção natural. Porém tais estórias não fazem parte da ciência, pois não existe maneira de submetê-las a testes”.(v)

Essa espécie fóssil particular é indispensavelmente importante para os darwinistas, não tanto porque ela constitui evidência do seu processo imaginário de evolução, mas porque é tão fácil especular a seu respeito. O fóssil é mencionado em cada oportunidade possível, como se representasse evidências significativas, a despeito dos fatos atuais terem comprovado o contrário vez após outra. Isto é porque nenhuma forma intermediária – a coluna dorsal da alegação básica da teoria da evolução - jamais foi encontrada. A remoção do Archaeopteryx, que era tido literalmente como um “salvador” e o único espécime fóssil que os evolucionistas imaginavam que poderiam dispor, causou um severo golpe em sua teoria. Portanto, a apresentação continuada do Archaeopteryx como evidência favorável à evolução é algo dogmático, e não científico.

Por que o Archaeopteryx não é uma forma intermediária

 O Archaeopteryx realmente possui várias características que diferem daquelas das aves modernas. Não obstante, as suas características mostram também que ele era capaz de voar: ele era uma ave verdadeira. O mero fato de que o Archaeopteryx possuía várias características singulares não demonstra que fosse uma espécie de forma intermediária. As provas de que ele não é um intermediário meio-dinossauro, meio-ave, mas sim meramente uma espécie extinta de ave, podem ser enumeradas resumidamente:

1. A fúcula do Archaeopteryx e a descoberta posterior do seu esterno

 Os dinossauros não possuem fúrcula, embora o Archaeopteryx, como todas as aves, possua uma fúrcula. O anatomista David Menton refere-se à fúrcula do Archaeopteryx nestes termos:

O Archaeopteryx tem uma fúrcula robusta. Alguns fascinantes estudos recentes  utilizando raios-X, mostrando pássaros em movimento quando em vôo, mostram como a fúrcula tem de ser flexível para suportar as forças incríveis necessárias para o bater de asas no vôo. Pode-se ver, em tempo real, a fúrcula fletindo-se em cada bater de asas.(vi)

 Até a década de 1990, o fato de que faltava o esterno ao Archaeopteryx era apresentado como a mais importante evidência de que ele não podia voar (O esterno é encontrado na parte da frente da caixa torácica, e a ele são ligados os músculos necessários para o vôo. Este osso é presente em todas as aves atuais que voam ou que não voam – e até mesmo em morcegos!). 

 Entretanto, o sétimo fóssil de Archaeopteryx, descoberto em 1992, mostrou que essa afirmativa era incorreta, e que aquele fóssil continha realmente o esterno, que os evolucionistas de há muito imaginavam não existir. Esta descoberta destruiu completamente o fundamento mais básico da alegação de que o Archaeopteryx era uma meia-ave, que não voava.

2. A estrutura das penas do Archaeopteryx

 Uma das mais convincentes evidências de que o Archaeopteryx era uma verdadeira ave voadora é a estrutura de suas penas. A sua forma assimétrica, idêntica àquela das aves modernas, revelavam que o Archaeopteryx era perfeitamente capaz de voar. Como afirmou o paleontólogo Carl O. Dunbar:

Por causa de suas penas, [o Archaeopteryx deve ser] classificado distintamente como ave.(vii)

 Alan Feduccia destaca também a estrutura assimétrica nas penas das criaturas ao afirmar que o Archaeopteryx era uma ave capaz de voar:

O significado das características assimétricas é que elas indicam a capacidade de vôo; aves que não voam, como o avestruz e a ema, têm asas [com penas] simétricas.(viii)

 A forma e as proporções gerais das asas do Archaeopteryx são idênticas às das aves modernas. O fato de que a estrutura da asa do Archaeopteryx se manteve até os dias de hoje, desde presumivelmente 150 milhões de anos atrás (desde o período Jurássico) indica que as suas asas foram criadas para o vôo. Quem disser que o Archaeopteryx não era capaz de voar, não pode explicar o porquê daquela estrutura assimétrica.(ix)

3. As garras nas asas do Archaeopteryx

 Os evolucionistas destacam as garras nas asas do Archaeopteryx como evidência de que ele evoluiu a partir dos dinossauros, e que portanto ele era uma espécie de transição. Na realidade, entretanto, esta característica de maneira alguma sugere qualquer relacionamento entre essa criatura e os répteis. De fato, duas espécies vivas de aves – Touraco corythaix e Opisthocomus hoazin – ambos têm garras que servem para se prender a ramos de árvores. Essas criaturas são aves plenamente emplumadas, sem qualquer característica de réptil. Esses exemplos modernos invalidam a alegação de que as garras nas asas do Archaeopteryx significam que ele deva ser uma forma intermediária.

4. Os dentes da mandíbula do Archaeopteryx

 Quando os biólogos evolucionistas descrevem o Archaeopteryx como uma forma intermediária, uma das principais características nas quais eles se baseiam são os seus dentes. Esta característica, entretanto, realmente não mostra relacionamento algum entre esta criatura e os répteis. Os evolucionistas enganam-se ao sugerirem que estes dentes são uma das características de réptil, porque dentes não são características exclusivas de répteis. Alguns répteis modernos têm dentes, porém outros, não. Ainda mais importante do que isso, espécies distintas de aves com dentes não se limitam ao Archaeopteryx. O registro fóssil contém um grupo separado que podemos descrever como “aves com dentes” que viveram tanto na mesma época que os Archaeopteryx como posteriormente – e, de fato, até tempos bastante recentes.

 Um fato bastante importante, sempre ou freqüentemente ignorado, é que a estrutura dental do Archaeopteryx e de outras aves com dentes é bastante diferente daquela dos dinossauros. De acordo com medidas levadas a efeito por ornitólogos tão bem conhecidos como L. D. Martin, J. D. Stewart e K. N. Whetstone, a superfície dos dentes do Archaeopteryx e de outras aves com dentes são planas e têm raizes largas. Entretanto, a superfície dos dentes dos dinossauros terópodes, que alegadamente são os antepassados dessas aves, são serrilhados como dentes de serras, e suas raízes são estreitas.(x) Estudos feitos por anatomistas como S. Tarsitano, M. K. Hecht e A. D. Walker revelaram que algumas das “semelhanças” sugeridas entre o Archaeopteryx e os dinossauros são inteiramente resultado de interpretação falaciosa.(xi)

5. O osso quadrato do Archaeopteryx

Refutando a alegação de que o osso quadrato do Archaeopteryx (o osso com o qual a mandíbula é articulada) é semelhante ao dos dinossauros, Haubitz et al. usaram tomografia computadorizada que revelou que esse osso quadrato de fato é idêntico ao das aves modernas.(xii) O movimento das mandíbulas é outra importante evidência que destroi as alegações evolucionistas. Na maioia dos vertebrados, incluindo-se os répteis, somente a parte inferior da mandíbula é móvel; nos pássaros entretanto, incluindo-se o Archaeopteryx, a mandíbula superior também se move.

6. Os dedos do Archaeopteryx

 Outro golpe à tese evolucionista relacionada com o Archaeopteryx provém de seus dedos. Foi descoberto que o desenvolvimento embrionário dos ossos do antebraço é completamente diferente nas aves e nos dinossauros terópodes. Os antebraços dos dinossauros terópodes, ou “mãos”, consistem dos dígitos I, II e III, enquanto que as asas das aves consistem dos dígitos II, III e IV. Essa evidência importante, distinguindo dinossauros de aves, foi ressaltada em 1997 em um artigo na revista Science.(xiii)

Além disso, os ornitólogos L. D. Martin, J. D. Stewart e K. N. Whetstone compararam os ossos astrágalos do Archaeopteryx com os dos dinossauros, e revelaram que não havia similaridade alguma entre eles.(xiv)

7. A estrutura óssea do Archaeopteryx

Não são confirmadas pelas descobertas científicas as interpretações de que o púbis do Archaeopteryx aponta para baixo – alegadamente uma posição em transição com relação aos dinossauros, em que aponta para cima. A. D. Walker afirmou que conjecturas nessas direções são falsas e que da mesma forma como os pássaros, o púbis do Archaeopteryx aponta para trás.(xv)

Em resumo, a “evolução” das aves não é uma tese consistente com as evidências biológicas ou paleontológicas, porém somente uma alegação fictícia, irrealista, derivada dos preconceitos darwinistas. O assunto da evolução das aves, que alguns especialistas insistem mencionar como sendo um fato científico, é um mito mantido vivo por razões ideológicas.

A verdade revelada pela ciência é que a criação das aves é resultado de uma sabedoria infinita. Em outras palavras, tanto o Archaeopteryx como todas as espécies de aves foram criadas pelo Deus todo-poderoso.

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i  Nature, Vol. 382, 1 August 1996, p. 401.
ii  Carl O. Dunbar, “Historical Geology”, New York: John Wiley and Sons, 1961, p. 310.
iii  Virginia Morell, “Archaeopteryx: Early Bird Catches a Can of Worms”, Science, Vol. 259, No. 5096, 5 February 1993, pp. 764-765.
iv  John Ostrom, “Bird Flight: How Did It Begin?,” American Scientist, No. 67, January-February 1979, p. 47.
v  Colin Patterson, “Darwin’s Enigma: Fossils and Other Problems”, El Cajon, CA: Master Book Publishers, 4th edition, 1988, p. 89.
vi  “Bird Evolution Files out the Window: An Anatomist Talks about Archaeopteryx”, David Menton e Carl Wieland, Creation Ex Nihilo, Vol. 16, No. 4, July-August 1994, pp. 16-19.
vii  Carl O. Dunbar, “Historical Geology”, New York: John Wiley and Sons, 1961, p. 310.
viii  Storrs L. Olson, Alan Feduccia, “Flight Capability and the Pectoral Girdle of Archaeopteryx,” Nature, No. 278, March 1979, p. 248.
ix  Alan Feduccia, Harrison B. Tordoff, “Feathers of Archaeopteryx: Asymmetric Vanes Indicate Aerodynamic Function,” Science, Vol. 203, 9 March 1979, p. 1021.
x  L. D. Martin, J. D. Stewart, K. N. Whetstone, The Auk, Vol. 98, 1980, p. 86.
xi  S. Tarsitano, M. K. Hecht, Zoological Journal of the Linnaean Society, Vol. 69, 1985, p. 178; A. D. Walker, Geological Magazine, p. 595.
xii  Haubitz, M. Prokop, W. Döhring, J. H. Ostrom, P. Welinhofer, Paleobiology, Vol. 14, No. 2, 1988, p. 206.
xiii  Richard Hinchliffe, “The Forward March of the Bird-Dinosaurs Halted?”, Science, Vol. 278, 24 October 1997, pp. 596-597.
xiv  L. D. Martin, J. D. Stewart, K. N. Whetstone, The Auk, Vol. 98, 1980, p. 86; L. D. Martin, “Origins of Higher Groups of Tetrapods”, Ithaca, NY: Comstock Publishing Association, 1991, pp. 485, 540.
xv  A. D. Walker, Geological Magazine, Vol. 117, 1980, p. 595.

2008-07-09 20:35:31
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