O ERRO DA NATIONAL GEOGRAPHIC SOBRE DARWIN

 

A edição de novembro de 2004 da revista National Geographic (NG) trouxe como artigo de capa a questão “Darwin estava errado?”. David Quammen, autor do artigo com o mesmo título, respondeu “Não” àquela pergunta a partir de seu ponto de vista próprio, e afirmou que, atualmente, a teoria da evolução de Darwin é apoiada por evidências poderosas. Quammen repetiu as principais declarações do livro de Darwin A origem das espécies (The Origin of Species), mas desprezou um detalhe importante.
 
Darwin acrescentou outro capítulo ao seu livro, intitulado “Dificuldades na teoria” e admitiu abertamente a existência de dificuldade nos seguintes termos:
 
É tão grande a soma de várias objeções e dificuldades que podem, com justiça, ser levantadas contra minha teoria... Eu tenho sentido dificuldades muito grandes, durante muitos anos, para duvidar de sua gravidade. ¹
 
Contudo, o fato é que o artigo da NG não discutiu nenhum dos fenômenos que Darwin considerou como um problema para sua teoria, até mesmo ignorando a existência deles. Por exemplo, embora Darwin tivesse se referido em seu livro à maneira pela qual o registro fóssil falhou em dar apoio à sua teoria, bem como à complexidade do olho, a revista NG nem sequer menciona assuntos tais como a explosão cambriana, a complexidade biológica e a origem da informação genética, os quais a teoria da evolução é incapaz de explicar.
 
Quammen, que neste caso parece ser mais darwinista que o próprio Darwin, surgiu como defensor, não de uma teoria que pode explicar as dificuldades, mas de um “dogma” que necessita ser protegido da crítica.
 
Neste artigo, as assim chamadas evidências de Quanmen são analisadas, e é refutada a propaganda darwinista endossada pela revista NG.
 
Um exemplo da posição dogmática da EDIÇÃO TURCA DA NG  
 
A edição em língua inglesa do artigo da NG “Darwin estava errado?” também dedicou espaço para as obras de Harun Yahya sobre a teoria da evolução. A seção que descreveU as reações, em âmbito mundial, contra o evolucionismo publicou o seguinte, referindo-se a Harun Yahya:
 
O desconforto dessas reações é equiparado ao dos criacionistas islâmicos tais como Harun Yahya, autor de uma recente publicação intitulada O engano do Evolucionismo (The Evolution Deceit), que enfatiza a história da criação em seis dias, o que no Alcorão é uma verdade absoluta, e que chama a teoria da evolução de “nada mais do que um engano imposto pelos dominadores do sistema mundial.”
 
Interessante é que Harun Yahya não apareceu na versão turca da NG, na qual essa seção foi alterada assumindo a seguinte forma: “Este desconforto apresenta um paralelismo entre aqueles que apóiam a idéia de criação.”
 
Como alguém que declara como seu alvo principal descrever a invalidade filosófica e científica do Darwinismo, Harun Yahya tem monitorado de perto a propaganda darwinista nos últimos anos e tem respondido, sob a luz de descobertas científicas, aos escritos e transmissões pró-evolucionistas de organizações da mídia, nas quais a NG se enquadra. (ver http://www.darwinism-watch.com).
 
Se o Darwinismo realmente estava apoiado por evidências maciças, como este artigo da NG afirmou, então por que a NG da Turquia tenta impedir que a crítica científica de Harun Yahya seja ouvida? Poderia ser porque a NG da Turquia estivesse preocupada em que o Darwinismo seria incapaz de resistir a tal crítica científica? De fato, esta atitude da NG turca não somente mostra que a revista não está desejosa de informar seus leitores sobre a fonte de crítica efetiva contra a evolução, mas também confirma a crítica de que ela procura manter firme o Darwinismo como uma ideologia.
 
A NG não deseja encarar os fatos científicos modernos
 
Não pode haver dúvida de que, com o intuito de dar uma resposta realista à questão “Darwin estava errado?”, é necessário olhar o que Darwin, na realidade, dizia e comparar com os fatos científicos modernos. Em seu livro A origem das espécies (The Origin of Species), no qual Darwin apresenta sua teoria da evolução, ele forneceu um critério importante para testar sua teoria. O critério é tão concreto que, nas próprias palavras de Darwin, poderia “invalidar totalmente” a teoria. Ele escreveu:
 
Se pudesse ser demonstrado que existiu algum órgão complexo, que não poderia ter sido formado por pequenas modificações, numerosas e sucessivas, a minha teoria seria totalmente invalidada. ²
 
Darwin sustentava que os órgãos evoluíram durante um processo gradual. Pensando neste processo imaginário, ao inverso, parece que Darwin presumiu que tais órgãos possuíam redutibilidade. Entretanto, os avanços ocorridos no campo da bioquímica, especialmente nos últimos quarenta anos, têm revelado que a célula possui extrema complexidade. Os detalhes da célula eram desconhecidos, no tempo de Darwin, razão pela qual ela era equivalente a uma “caixa preta”, mas hoje sabe-se que certas estruturas dentro da célula, na realidade, possuem características de “complexidade irredutível.”
 
A “complexidade irredutível” é um fenômeno baseado em evidências empíricas e literalmente constitui a antítese da teoria de Darwin. O mais importante personagem a trazer este conceito para a agenda do mundo científico foi o bioquímico Michael J. Behe da Universidade Lehigh, nos Estados Unidos. Em seu livro, publicado em 1996, A caixa preta de Darwin: o desafio bioquímico à evolução (Darwin's Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution), Behe examina a natureza irredutivelmente complexa da célula e algumas outras estruturas biológicas, e revela que elas não têm possibilidade de serem explicadas em termos evolutivos. Behe demonstra o efeito que a complexidade irredutível tem sobre as alegações de Darwin, da seguinte forma:
 
Para Darwin, a célula era uma “caixa preta”, e para ele seu funcionamento interno era profundamente misterioso. Atualmente, a caixa preta foi aberta e sabemos como ela funciona. Aplicando o teste de Darwin ao mundo ultra-complexo da maquinaria molecular e dos sistemas celulares que têm sido descobertos nos últimos 40 anos, podemos dizer que a teoria de Darwin está “totalmente invalidada”. ³
 
A complexidade irredutível destruiu o Darwinismo e provou que a vida é o produto de um design inteligente; em outras palavras, que Deus criou todos os seres vivos. A maneira como a NG procura manter este fato oculto aos seus leitores, constitui um passo fora da realidade.

 

As fábulas biogeográficas da revista NG
 
Em seu artigo na revista NG, Quammen começa seu relato das chamadas evidências a favor do Darwinismo com a biogeografia, e pode ser útil, a esta altura, conceituar este termo. Biogeografia é um ramo da ciência que investiga a distribuição geográfica das espécies e busca uma resposta para a questão de como elas vieram para as suas regiões-habitat, elaborando o mapeamento de sua distribuição  na Terra.
 
A maioria dos livros no âmbito da biogeografia está cheia de fatos que não dizem nada (nem a favor, nem contra) relativamente à teoria da evolução, tais como o mapeamento de áreas de habitat de espécies vivas, as características dessas áreas, questões relacionadas com a difusão de organismos e o agrupamento de espécies com base nas áreas geográficas ... 4
 
Quando se examina a distribuição dessas espécies na Terra, pode-se notar que geralmente elas não exibem uma distribuição global. As espécies têm-se espalhado em grupos, um tanto quanto grandes, em áreas com condições climáticas e ambientais específicas. Desde Darwin, os evolucionistas têm procurado retratar essa distribuição como evidência a favor da evolução, embora em relação às categorias vivas “fundamentais” da distribuição geográfica os esforços deles tenham falhado em apresentar um cenário evolutivo consistente.
 
No livro, Sistemática e Biogeografia (Systematics and Biogeography), os autores G. Nelson e N. Platnick, do Museu Americano de História Natural em Nova York, analisaram os estudos realizados neste campo e exprimiram sua conclusão:
 
Nós concluímos, portanto, que a biogeografia (ou a distribuição geográfica de organismos) não se mostrou em nenhum sentido, como evidência a favor da evolução. 5
 
Se os evolucionistas, realmente, desejassem oferecer evidências a favor de sua teoria, então o que eles precisariam fazer é abandonar seus contos de fada sobre “se este ser vivo é encontrado aqui, então ele deve ter evoluído aqui, e se é encontrado lá, então ele deve ter evoluído lá” e, ao invés disso, documentar cientificamente suas próprias respostas às questões de “como surgiram os seres vivos”, em primeiro lugar. (É um fato incontestável que os mecanismos de mutação aleatória e a seleção natural não podem explicar a origem das espécies).
 
As teses que os evolucionistas sustentam, baseados na biogeografia, são mitos destituídos de quaisquer evidências científicas, que claramente vêm à tona pelo exame das alegações da NG sobre Paleontologia. O registro fóssil revela, com clareza, que é um mito a idéia de que os seres vivos se espalharam por evolução.
 
O engano paleontológico da NG
 
A NG faz uma generalização a respeito das camada fósseis, dizendo aos seus leitores que as assim chamadas espécies intimamente relacionadas são geralmente encontradas dispostas lado a lado em camadas (estratos) consecutivas, e que uma forma de vida datando de milhões de anos numa camada (estrato) é seguida por uma similar, embora não idêntica, na camada subseqüente. Como exemplo desta generalização, ela cita a chamada “seqüência eqüina”, que até mesmo os evolucionistas já abandonaram anos atrás. Esta seqüência defende que o cavalo atual surgiu no fim da seqüência Hyracotherium, Orohippus, Epihippus e Miohippus, cujos fósseis são encontrados em camadas consecutivas.
 
O que a NG está fazendo aqui é uma gritante indução ao erro. A seqüência eqüina é uma seqüência sem fundamento, cuja invalidade já foi demonstrada. Sendo este o caso, apresentá-la como uma generalização relativa ao registro fóssil pode ser descrito como nada menos do que uma tentativa de apresentação daquela generalização como um exemplo enganoso.
 
As formas de vida surgiram sem ancestrais evolutivos, e sim num único momento, com estruturas corporais definidas
 
Darwin, que declarou que os seres vivos surgiram por evolução gradativa, e esperava que o registro fóssil confirmasse esta alegação em futuras escavações, estava errado. Os fósseis obtidos em inumeráveis escavações realizadas por paleontólogos, pelo mundo todo, têm apresentado achados que refutam abertamente a idéia de mudança gradual em camadas consecutivas. Os fatos observados relacionam-se, sim, com fenômenos de aparecimento súbito seguido por períodos de estase.
 
As espécies surgem subitamente, sem nenhum ancestral evolutivo, e sim com estruturas corporais definidas. Em seu livro, Fósseis e evolução (Fossils and Evolution), publicado em 1999, Tom Kemp, curador das Coleções Zoológicas do Museu de História Natural da Universidade de Oxford, admite isto:
 
Realmente, em todos os casos um novo grupo taxonômico aparece pela primeira vez no registro fóssil com suas feições mais definitivas já presentes, e praticamente sem nenhuma forma conhecida de ramificação. 6
 
Fósseis com supostas centenas de milhões de anos,
que não apresentam qualquer sinal de evolução,
invalidam o neo-Darwinismo
 
Ademais, as espécies não exibem mudanças graduais como as sugeridas na generalização da NG. As espécies com história natural de supostas centenas de milhões de anos exibem “estabilidade” que demonstra uma permanência por todas as camadas geológicas. O tubarão, o celacanto, a formiga, a salamandra e muitas outras espécies fósseis que foram encontradas e que permanecem imutáveis no decorrer de supostas centenas de milhões de anos, têm levado os paleontólogos a aceitarem a estase como um dos mais impressionantes aspectos do registro fóssil. Este fenômeno refuta a predição de Darwin da mudança gradual, e invalida a sua teoria. O professor de Geologia Peter J. Williamson descreve isto na revista Nature.
 
O principal problema é a estase morfológica. Uma teoria é somente tão boa quanto o são suas predições, e o Neodarwinismo convencional, que alega ser uma explicação abrangente do processo evolutivo, falhou por não predizer a ampla estase morfológica, agora reconhecida como um dos aspectos mais impressionantes do registro fóssil. 7
 
Em suma, a asserção da NG, a respeito da mudança gradativa ao longo de todas as camadas geológicas constitui o apoio a um mito, à luz da ciência da Paleontologia. A maneira pela qual a NG procura apoiar esse mito com a suposta seqüência evolutiva do cavalo somente piora as coisas.
 
A verdade na seqüência EVOLUTIVA DO CAVALO
que a NG procura esconder de seus leitores
 
A seqüência evolutiva do cavalo é baseada em vários fósseis de animais perissodátilos, desenterrados na América do Norte. Os darwinistas organizaram esses fósseis de maneira a estabeleceram uma seqüência de conformidade com as suas características dentárias e números de dedos das patas, e por muitos anos apresentaram essa seqüência como evidência a favor do Darwinismo. Escavações paleontológicas subseqüentes, contudo, revelaram definitivamente as inconsistências existentes naquela série. A NG, conhecida pela sua devoção cega ao Darwinismo, não tem nenhum escrúpulo em esconder de seus leitores essas inconsistências, escrevendo que os alegados ancestrais evolutivos dos cavalos sucedem-se um ao outro em camadas geológicas consecutivas.
 
O antigo editor de ciência da BBC Gordon Rattray Taylor descreve como a seqüência evolutiva do cavalo não constitui nenhuma evidência a favor do Darwinismo:
 
Porém, talvez o ponto fraco mais sério seja a impossibilidade dos paleontólogos encontrarem filogenias convincentes ou seqüências de organismos que demonstrem as maiores mudanças evolutivas ... O cavalo é freqüentemente citado como o único exemplo completamente estruturado... Mas o fato é que a linha do Eohippus para o Equus é bastante irregular. Supõe-se um aumento contínuo do tamanho, mas a verdade é que existem algumas variedades menores que o Eohippus, e não maiores. Os espécimes obtidos de diferentes fontes podem ser juntados numa seqüência que parece convincente, mas não há evidências de que realmente estivessem organizados nessa ordem, no decorrer do tempo. 8
 
Numa reunião, em 1980, no Museu de História Natural de Chicago, à qual compareceram cerca de 150 evolucionistas, um dos palestrantes, Boyce Rensberger, declarou que não há nenhuma base no registro fóssil para o cenário da evolução do cavalo, e que nunca ocorreu uma evolução gradual do cavalo:
 
Sabe-se, há muito, estar errado o tão divulgado exemplo que apresenta a evolução do cavalo sugerindo uma seqüência de mudanças graduais partindo de criaturas do tamanho de uma raposa, com quatro dedos nas patas, vivendo aproximadamente há 50 milhões de anos atrás, até o cavalo atual, muito maior, com somente um dedo nas patas. Em vez de mudanças graduais, os fósseis de espécies intermediárias aparecem totalmente distintos, persistindo imutáveis até então se tornarem extintos. Formas de transição são desconhecidas. 9
 
Descobertas de que seres vivos incluídos na seqüência imaginária da evolução do cavalo, na verdade viveram no mesmo período, e até conjuntamente, refutam Quammen por completo. Um dos exemplos mais marcantes a esse respeito veio à luz em 1981. Foram encontrados no estado de Nebraska, EUA, fósseis de milhares de seres vivos, com supostos 10 milhões de anos, soterrados por lava como resultado de uma erupção vulcânica, e cujos esqueletos tinham sido preservados até então. Com esta descoberta, foi demonstrado que, na realidade, viveram lado a lado eqüinos com três dedos e com um único dedo, os quais supostamente teriam vivido em períodos distintos e teriam relação ancestral entre si de acordo com a seqüência evolutiva imaginária dos evolucionistas. Curiosamente, a fonte desta informação é a própria revista NG. 10
 
O mito da evolução da baleia
 
Eu não vejo dificuldades em uma raça de ursos se tornar, através da seleção natural, mais e mais aquática em sua estrutura e hábitos, com boca cada vez maior, até que fosse produzida uma criatura tão imensa quanto uma baleia. 11
 
Ao observar ursos pescando à beira de um rio, Darwin iniciou suas idéias acerca da origem das baleias com as palavras acima, em seu livro A origem das espécies (The Origin of Species), embora tenha resolvido remover esta seção nas edições posteriores do livro. Mesmo assim, evolucionistas que sucederam Darwin não hesitaram em adotar este mito, com várias pequenas emendas, o qual finalmente desmoronou como monumento à natureza irrestrita da imaginação darwiniana. No entanto, eles continuaram a propagar o mito de que a baleia evoluiu, não mais do urso, mas de outros mamíferos terrestres, como isto sendo um fato científico.
 
Pode-se perceber, agora, que a NG, uma das maiores representantes da mitologia darwinista, não se comporta de maneira diferente, e procura retratar este grande mito, apoiada pelo dogma evolucionista, como constituindo evidência a favor da evolução.
 
Existem enormes diferenças entre baleias e mamíferos terrestres (estes supostos ancestrais daquelas), em termos de características fisiológicas básicas, tais como conservação da água, visão e comunicação. Passemos a considerar agora o dilema científico sobre o mito da evolução ao examinar o design nas baleias:
 
O design especial para conservação dA água
nos corpos das baleias
 
Embora vivam na água, as baleias não conseguem satisfazer suas necessidades de água doce a partir da água salgada do mar. Elas precisam de água doce para viver. Embora não seja totalmente conhecido como elas satisfazem suas necessidades de água, acredita-se que elas obtêm a maior parte da água ao comer criaturas do mar que contêm níveis de sal 30% inferior aos da água do mar. Em tal ambiente, onde a água doce é extremamente escassa, a máxima conservação de água nos corpos dos seres vivos e o mínimo consumo, portanto, são críticos. Níveis de concentração de água são de grande importância para as baleias, porque, assim como os camelos, elas não transpiram. Seus rins regulam a concentração da urina de tal forma que sempre haja suprimento de água.
 
POR QUE O LEITE DA BALEIA TEM GORDURA?
 
Outro delicado equilíbrio com relação às necessidades de água aparece no nível de gordura no leite das baleias fêmeas. A mamãe baleia alimenta seus filhotes com um leite muito espesso, com consistência de queijo. Este leite é dez vezes mais gorduroso do que o leite humano. Há uma razão química para esse leite conter tamanho nível de gordura. A água é produzida como subproduto quando a gordura é processada ao ser consumida pelo bebê. Desta forma, a mãe atende às necessidades de água de sua prole com a mínima perda de água.
 
O DESIGN DOS OLHOS DAS BALEIAS
 
Há complexos arranjos no design do olho da baleia e seus sistemas de comunicação, não sendo encontrados em mamíferos terrestres quaisquer exemplos análogos. Os mamíferos terrestres possuem pálpebras para proteção contra poeira e impacto. As baleias, por sua vez, têm uma camada mais dura para protegê-las contra um perigo diferente, a pressão abaixo do nível do mar. O índice de refração no design do olho da baleia também torna possível para uma baleia assassina saltar e com considerável precisão apanhar um peixe a seis metros acima da superfície da água, em um parque de diversão. Ainda, os olhos das baleias estão situados nos dois lados da sua cabeça, diferentemente do que ocorre nos mamíferos terrestres, dessa forma protegendo-os contra o impacto do fluxo de água durante seu deslocamento. Graças aos níveis de células-cone fotorreceptoras no olho, a sensitividade delas à luz, cor e outros detalhes é muito alta. Além disso, a presença do elemento Fósforo nos olhos facilita a capacidade de enxergar nas escuras profundezas dos oceanos.
 
O CÁLCULO MATEMÁTICO EMPREGADO PELAS BALEIAS
 
O sentido utilizado pelas baleias na localização de fontes de comida (e delas próprias) não é a visão, mas sim, a audição. Muitas baleias caçam em regiões escuras no fundo do mar graças a uma forma natural de “sonar”. O cérebro da baleia emite sons intermitentes, de uma forma que ainda não é totalmente compreendida pelos cientistas. A distância de um objeto é determinada através de cálculo matemático. O cérebro deste mamífero multiplica a velocidade com a qual os sons emitidos por ela atingem um objeto e voltam, pelo tempo necessário para isso, e divide o resultado por dois. O resultado é a distância do objeto até a baleia. Além do mais, a baleia também possui a capacidade de focar ondas sonoras com seu cérebro em um ponto específico e emiti-las como um impulso luminoso. As ondas que retornam são analisadas e interpretadas no cérebro do animal. Essa interpretação determina a forma do corpo à sua frente, seu tamanho, velocidade e posição. O esqueleto do animal é à prova de som, para protegê-lo contra o bombardeio das poderosas ondas sonoras que a baleia constantemente emite e que poderiam causar sérios danos ao seu próprio cérebro. O sistema sônico do animal é incrivelmente sensível, tanto que a Marinha estadunidense imitou o sonar de mamíferos aquáticos no desenvolvimento de tecnologias. 12
 
DESIGNS ESPECIAIS PARA CRIAS DE BALEIAS
 
Os designs perfeitos das baleias não estão limitados a estes. A forma da boca da cria é planejada de tal forma que se encaixa perfeitamente nas mamas da mãe, podendo assim sugar sem perder uma gota de leite e sem engolir água do mar. Ademais, elas possuem pulmões capazes de armazenar altos níveis de oxigênio para longos mergulhos, e uma membrana auricular que as protege da alta pressão.
 
Esses arranjos, cada um dos quais indica um design evidente, são muito específicos das baleias, não sendo encontrados em nenhum mamífero terrestre. A NG, porém, espera que seus leitores deixem a razão de lado e acreditem que tudo isso aconteceu ao acaso. A revista nega que baleias foram inteligentemente planejadas e, ao invés disso, defende que, um dia, um mamífero terrestre decidiu viver no mar e que a baleia evoluiu como resultado de mecanismos inconscientes tais como mutações aleatórias e seleção natural.
 
Mesmo assim, qual mutação poderia produzir sonar em um mamífero que supostamente fosse o progenitor da baleia? Tendo em mente o efeito de mutações e a importância do cérebro para a sobrevivência da baleia, é claro que mutações provocariam danos em seu cérebro, mutilando-a ou matando-a. Poderia o cérebro, que produz ondas sonoras, focá-las num ponto específico, determinar a localização de objetos utilizando cálculo matemático e produzir um sonar perfeito numa área que poderia ser prejudicada durante este processo aleatório? Por qual coincidência poderia a evolução produzir um sonar de alta qualidade que até o desenvolvimento de tecnologia da Marinha dos Estados Unidos ainda não conseguiu imitar perfeitamente? Que mutações poderiam tornar as patas de um mamífero terrestre em nadadeiras e cauda capazes de propelir várias toneladas de peso?
 
Não há dúvidas de que essas questões também podem ser levantadas em relação aos sistemas que tornam possível usar tão proficuamente a água, o sistema de sucção e os sistemas de proteção no olho e ouvido. Porém, a NG não tem resposta razoável para dar a estas questões. Há somente uma resposta. As baleias foram criadas completamente formadas, em um único momento. Deus criou as baleias para não terem falhas, dotadas de todos os sistemas para suas necessidades, assim como Ele criou todos os outros seres vivos. Em um verso do Alcorão (Surata 35, verso 3) é revelado que:
 
Homens! Recordai o benefício que Deus vos deu! Há algum criador prescindindo de Deus? Ele vos sustenta do Céu e da Terra. Não há deus senão Ele! Como blasfemais d’Ele?
 
Para uma resposta mais detalhada à NG acerca da fantasiosa história das baleias, veja: <http://www.harunyahya.com/70national_geographic_sci29.php>.
 
O ERRO DA NATIONAL GEOGRAPHIC EM RELAÇÃO À EMBRIOLOGIA
 
Outro erro no artigo de Quammen para a National Geographic é a repetição do mito uma vez conhecido como “Lei da Recapitulação”. Este foi introduzido pelo biólogo alemão Ernst Haeckel, em sua alegação acerca da embriologia. Darwin foi, em grande medida, “inspirado” por Haeckel. A chamada Lei da Recapitulação defende que o desenvolvimento embrionário dos seres vivos repete os estágios imaginários passados durante a ascendência dos supostos ancestrais evolutivos.
 
O fato de que Quammen concede espaço a isto em seu artigo revela uma grande lacuna de conhecimento de sua parte. Objeções sobre as alegações de Haeckel serem desprovidas de qualquer justificação científica e que a evidência por ele oferecida era forjada começaram 136 anos atrás 13, e o fim da Lei da Recapitulação como matéria de debate científico data de 80 anos atrás 14. Até George Gaylord Simpson, um dos fundadores do Neodarwinismo, admitiu este fato, há 42 anos, nestas palavras:
 
Haeckel expressou erroneamente o princípio evolucionista em questão. Atualmente, é firmemente estabelecido que a ontogenia não repete a filogenia. 15
 
Ademais, o mito da recapitulação, o qual a NG não tem escrúpulos em repetir, envolve o que um embriologista britânico denominou em 1997 como “a fraude mais conhecida da história da biologia”. Em seu livro, A história da criação natural (Natürliche Schöpfungsgeschichte), escrito em 1868, Haeckel deliberadamente distorce desenhos de embriões do ser humano, símio e cão de forma a que estes pudessem respaldar sua teoria.
 
Um aspecto marcante desta fraude é que ela também constitui um “monumento centenário” para o dogmatismo darwinista. Até recentemente, numerosas fontes darwinistas, incluindo livros didáticos, continuavam ou a utilizar os falsos desenhos como haviam sido feitos, ou a repetir o mito da recapitulação. Stephen Jay Gould, professor da Universidade de Harvard e evolucionista, demonstrando bom senso ofereceu a seguinte crítica:
 
... Certamente nós temos, penso eu, o direito de estarmos estupefatos e envergonhados pelo século de absurda recorrência que levou à persistência desses desenhos em grande número, se não na maioria, dos modernos livros didáticos! 16
 
A NG não utiliza desenhos falsos. Mesmo assim, não hesita em utilizar a recapitulação – cuja invalidade emergiu há, pelo menos, 80 anos – para sustentar o Darwinismo. Nós instamos a NG a considerar as palavras de Stephen Jay Gould.
 
OS ERROS DA NATIONAL GEOGRAPHIC EM RELAÇÃO À MORFOLOGIA
 
Quammen apresenta uma atitude que desperta mais indagações na seção em que lida com as alegações darwinistas acerca da morfologia. A maneira pela qual um Jardim Zoológico é organizado em setores para pássaros, macacos, grandes felinos, crocodilos ou peixes no aquário, é interpretada como evidência a favor da evolução. De acordo com Quammen, o fato de os seres vivos poderem ser classificados conforme um sistema hierárquico em famílias, ordens e reinos só pode ser produto de um processo evolutivo.
 
Entretanto, é absurdo o retrato que Quammen traça da classificação hierárquica como evidência a favor da evolução. Isto porque o fato de que formas de vida possam ser classificadas hierarquicamente não é uma predição feita antecipadamente por evolucionistas, para depois ser confirmada. O cientista sueco Carl Linnaeus, pai do moderno sistema de classificação, foi um cientista que acreditava na criação a partir do nada, e considerava aquela classificação como produto de um planejamento inteligente. Isso é compatível com o que vemos com nossos próprios olhos e é baseado no bom senso. A capacidade de se poder classificar hierarquicamente é uma marca distintiva muito conhecida de planejamento inteligente. Meios de transporte, por exemplo, podem ser classificados como terrestres, aéreos e marítimos, e podem ser divididos em subcategorias e até subgrupos. Todavia, esta classificação não mostra que os modos de transporte em questão passaram a existir através de um processo evolutivo.
 
De fato, em um artigo publicado na revista New Scientist, o proeminente evolucionista Mark Ridley fez a seguinte declaração:
 
O simples fato de que espécies possam ser classificadas hierarquicamente em gêneros, famílias e assim por diante, não é um argumento a favor da evolução. É possível classificar qualquer conjunto de objetos em uma forma hierárquica, seja ou não a sua variabilidade evolucionária ou não. 17
 
A IDÉIA PRÉ-CONCEBIDA DE QUAMMEN
 
Da mesma forma que aquilo que Quammen escreve acerca desta matéria não consegue dar suporte à sua alegação, também revela como ele depende mais de idéias pré-concebidas do que de evidências científicas:
 
Tal padrão de semelhanças em escala – grupos de espécies similares aninhados em grupos maiores, e todos descendentes de uma única fonte – não está presente naturalmente entre outras coleções de itens. Você não encontrará nada semelhante se tentar categorizar rochas, ou instrumentos musicais ou jóias. Por que não? Porque os tipos de rochas e estilos de jóias não refletem a ascendência contínua de ancestrais comuns. A diversidade biológica, sim. O número de características compartilhadas entre uma e outra espécie indica quão recentemente essas duas espécies divergiram de uma linhagem compartilhada. (p. 13)
 
Quammen colocou a categorização hierárquica dos seres vivos em um lugar separado, alegando que ela reflete a cadeia contínua da descendência de um ancestral comum. Isso, todavia, é uma tentativa que em nada ajuda as tentativas desesperadas de Quammen provar que Darwin está certo.
 
Como ficou claro mais acima, não há registro fóssil capaz de ser proposto como evidência a favor de qualquer ligação evolutiva entre as categorias vivas. As palavras do eminente paleontólogo evolucionista Stephen Jay Gould – “As árvores evolutivas que adornam nossos livros didáticos possuem dados somente nas pontas e nos nódulos de seus galhos” – são uma admissão do fato de que não há, na realidade, evidência a favor das ligações evolutivas que se presumiam existir entre os seres vivos. 18
 
Em resumo, a origem da cadeia evolutiva da ancestralidade que Quammen alega existir entre as categorias vivas não é um fato científico como por exemplo é o registro fóssil, mas sim, é proveniente da própria mentalidade dogmática dele.
 
O ERRO ACERCA DA ESTRUTURA ÓSSEA DE CINCO DÍGITOS
 
Quammen defende que a maneira pela qual vários vertebrados como o morcego, o golfinho e seres humanos compartilham a característica de possuírem cinco dedos origina-se da ascendência de um ancestral comum. Essa alegação baseia-se no fato de que, embora haja o mesmo plano básico nas pernas e patas da frente e de trás dos seres vivos em questão, elas podem ser facilmente diferenciadas (a alegação da homologia é de que são similares na origem evolutiva, mas não na função). Essa asserção de Quammen, é claro, só pode enganar aqueles leitores que desconhecem os fatos da ciência moderna. Avanços no campo da biologia molecular definitivamente invalidam essa asserção baseada na morfologia. Uma descoberta marcante que levou a essa invalidação é que a produção desses órgãos, que se presumia serem legado de um ancestral comum, é, de fato, controlada por genes diferentes em criaturas diferentes.
 
O biólogo evolucionista William Fix descreve o colapso da tese evolucionista concernente ao pentadactilismo (existência de cinco dedos) nesta área, diante desta descoberta:
 
Os livros didáticos mais antigos sobre evolução fazem muito caso da homologia, indicando as semelhanças óbvias entre esqueletos de membros de diferentes animais. Desta forma, o padrão de membro “pentadáctilo” é encontrado no braço do homem, na asa de um pássaro e na nadadeira de uma baleia, e isto é usado para indicar sua origem comum. Se estas várias estruturas fossem transmitidas pelos mesmos pares de genes, variassem de vez em quando através de mutações e agissem conforme a seleção ambiental, essa teoria teria sentido. Infelizmente, não é este o caso. Órgãos homólogos são, atualmente, conhecidos por serem produzidos por complexos de genes totalmente distintos em diferentes espécies. O conceito de homologia, em termos de genes similares transmitidos por um ancestral comum, fracassou. 19
 
 
O DARWINISMO VESTIGIAL DA NATIONAL GEOGRAPHIC
 
Quammen demonstra uma determinação marcante para não compreender o fato de que as alegações de Darwin têm sido derrubadas pela ciência moderna. Um dos indicadores disso é a repetição da alegação referente aos órgãos vestigiais, uma alegação que é completamente ilusória. É sustentado, no artigo, que órgãos como o mamilo masculino, estruturas que são reivindicadas como vestígios de patas traseiras em certas serpentes, ou as asas cobertas dos coleópteros, que não são usadas, são órgãos redundantes, sem função, deixados pelo processo evolutivo. Quammen está claramente ignorando os resultados definitivos do atual desenvolvimento científico:
 
A lista de até 180 supostos órgãos vestigiais do começo do século XX finalmente diminuiu para quase nenhum, diante das descobertas da pesquisa científica. Um por um, ficou claro que um grande número de órgãos, como o apêndice e a prega semilunar conjuntiva, uma vez considerados órgãos vestigiais, possuem, na realidade, funções específicas.20 “Ciência” é, em qualquer caso, o processo pelo qual seres humanos chegam ao conhecimento do que antes era desconhecido. A descoberta gradual das funções de órgãos, que já foram considerados vestigiais, mostra que, logicamente, as funções ainda desconhecidas dos últimos poucos órgãos serão logo reveladas.
 
Realmente, muitos evolucionistas contemporâneos admitem que o mito dos “órgãos vestigiais” é um argumento enraizado na ignorância. Em um artigo denominado “Os Órgãos Vestigiais Representam Evidência para a Evolução?”, publicado na revista Teoria Evolucionista, o biólogo evolucionista S.R. Scadding admite esse fato:
 
Já que não é possível identificar, sem ambigüidade, estruturas inúteis e já que a estruturação do argumento utilizado não é cientificamente válida, eu concluo que os “órgãos vestigiais” não proporcionam nenhuma evidência especial a favor da teoria da evolução. 21
 
A asserção dos evolucionistas acerca do assunto referente aos órgãos vestigiais não provém de qualquer “vestigialismo” nesses órgãos, mas sim, da natureza vestigial de sua própria perspectiva pessoal. A existência de qualquer ser vivo prova somente a existência de Deus, seu Criador. A maneira pela qual átomos inanimados e inconscientes se combinam para produzir um ser humano que ouve, cheira, toca e vê, constitui prova da criação perfeita de Deus. Isto porque é impossível para átomos, que não podem cheirar, ouvir ou ver, desejarem ter percepção e se combinarem para atingir esse objetivo. Porque uma coleção de matéria postar-se e olhar-se em frente ao espelho, ou saborear e se tocar não tem lugar na lógica evolucionista, esses sentimentos só podem ser explicados em termos de uma criação superior; em outras palavras, da existência de Deus e Sua criação perfeita. Apesar desta verdade auto-evidente, os evolucionistas se prendem à crença irracional e cega de que eles próprios são produto da matéria e do mero acaso, o que demonstra que sua alegação acerca dos órgãos vestigiais é baseada nesta perspectiva preconceituosa e dogmática.
 
A percepção de que órgãos tidos pelos evolucionistas como vestigiais possuem, de fato, funções, é a prova disso. Por exemplo, sabe-se, agora, que as estruturas retratadas como vestígios de patas traseiras, em determinadas espécies de serpente, as ajudam a agarrarem-se umas às outras durante o acasalamento. Entender o mamilo masculino como produto do processo evolutivo também se apóia em uma lógica distorcida. Se o mamilo masculino fosse uma sobra do processo evolutivo, então os machos devem ter evoluído de uma população exclusivamente feminina, o que é um cenário tão inimaginável que nenhum evolucionista se sentiu capaz de aceitá-lo. Os coleópteros, outro exemplo citado por Quammen, também não constituem evidência a favor da evolução. Espécies de insetos que não desenvolvem uma asa funcional são vistas geralmente em habitats abertos, com fortes ventos, como as ilhas oceânicas. Em um ambiente onde fortes ventos sopram, rodeado por grandes massas de água, a capacidade de voar dos insetos não é uma vantagem, e pode até representar um perigo. Isto ocorre porque, ao voar, os insetos são expostos aos efeitos do vento e podem ser lançados em árvores ou rochas, sendo mutilados ou mortos. Portanto, pode haver uma tendência para eles se deslocarem no sentido de um hábito de vida terrestre. Com o tempo, a população de insetos que vive próxima ao solo, passa a ser constituída de indivíduos que não desenvolveram asas completamente desenvolvidas. Isto porque, diferentemente de insetos voadores, mutações que impedem insetos (que vivem próximo ao solo) de desenvolverem asas podem não causar danos ao inseto (desde que essas mutações não causem uma interrupção total na fisiologia dos insetos).
 
Uma mutação que impedisse o desenvolvimento da asa de um inseto voador que vive em um habitat não influenciado por ventos seria prejudicial e talvez até letal. Isto porque normalmente um inseto que utilizasse suas asas para se alimentar e evitar predadores possuiria asas sem função devido à mutação, e seria incapaz de sobreviver, sendo, assim, eliminado da população.
 
Por outro lado, em insetos que vivem num habitat afetado por ventos e que usam suas patas para se mover, da mesma forma que insetos não-voadores, uma mutação nas asas poderia não ter conseqüências letais. Isto ocorre porque o inseto já terá crescido acostumado a um hábito de vida no qual ele não usa asas, e não fará diferença se suas asas são saudáveis ou se perderam sua função graças à mutação (conquanto que a mutação em questão não afete a fisiologia geral do inseto). Em suma, uma mutação destrutiva que leve à perda das asas de um inseto pode não ser letal em um ambiente em que as asas não fazem diferença.
 
Entretanto, não pode ser inferido que os coleópteros, que passaram por tal processo, representem evidências a favor da evolução. A teoria da evolução propõe que os órgãos gradualmente assumem uma forma cada vez mais complexa. A mudança genética proposta em apoio a essa asserção deve ser tal que o DNA da criatura ganhe informação genética nova. É evidente, todavia, que os coleópteros não ganham nova informação genética durante esse processo e que, ao contrário, eles sofrem uma perda de informação nos genes que controlam o desenvolvimento da sua asa.
 
Esta aquisição de informação genética, que não é vista nos coleópteros, pode ser observada em outro ser vivo? Definitivamente, não! Os evolucionistas não têm sido capazes de demonstrar a emergência de um novo órgão, ou até de uma nova proteína, por meio de mutações aleatórias.
 
Em resumo, a teoria da evolução sustenta que seres vivos adquirem novos órgãos com a adição de nova informação genética ao seu DNA, mas o argumento do órgão vestigial desconsidera a perda de função, em outras palavras, a perda de dados genéticos. Portanto, órgãos vestigiais não fornecem base científica para a teoria da evolução. A razão para a determinação dos evolucionistas em colocar essa alegação na agenda científica é mais psicológica do que científica. Sua manifestação de devoção cega ao materialismo leva-os a adotar uma perspectiva vestigial em relação à evidente verdade da criação. (Você pode ler o artigo de Harun Yahya em que ele derruba o ponto-de-vista vestigial dos evolucionistas no seguinte endereço: http://www.darwinism-watch.com/hurriyet_science0407.php).
 
James P. Gills, M.D., fundador do Instituto de Catarata e Laser de St. Luke em Tarpon Springs, Flórida, é um cientista criacionista. Ele é também um oftalmologista mundialmente reconhecido. Em seu livro, Darwinismo Sob o Microscópio (Darwinism Under the Microscope), Gills cita uma grande quantidade de provas a favor da criação, que enfraquecem totalmente o Evolucionismo, e escreve que a única razão pela qual os cientistas ainda insistem na evolução é a catarata espiritual de se enxergarem a si próprios como produto do mero acaso. 22
 
O ERRO DE PENSAR QUE RESISTÊNCIA A ANTIOBIÓTICOS
E AO DDT É EVIDÊNCIA A FAVOR DA EVOLUÇÃO
 
O artigo da NG busca demonstrar que a imunidade bacteriológica a antibióticos e a resistência de insetos a alguns pesticidas, como o DDT, constituem evidências a favor da evolução. Acerca da resistência que micróbios parecem desenvolver com relação a drogas, Quammen afirma com segurança:
 
Não há melhor ou mais imediata evidência que apóie a teoria darwinista do que esse processo de transformação forçada entre esses germes inimigos nossos. (p. 21)
 
Todavia, a empolgação de Quammen em retratar a imunidade bacteriológica como evidência a favor da evolução é completamente inapropriada. Abaixo, explicamos porque estes dois fenômenos não representam evidência a favor do Darwinismo.
 
A primeira das “moléculas mortais” empregada contra microorganismos foi a penicilina, descoberta por Alexander Fleming em 1928. Fleming descobriu uma molécula que matava a bactéria estafilococo (Staphylococcus), e depois disto, antibióticos extraídos de microorganismos foram usados contra várias bactérias. Embora, à primeira vista, parecesse que resultados definitivos tinham sido obtidos, a verdade emergiu mais tarde: as bactérias gradualmente “adquirem resistência” aos antibióticos. A grande maioria das bactérias expostas aos antibióticos morre, mas desde que uma pequena minoria permaneça sem ser afetada, esta rapidamente se multiplica e finalmente passa a constituir uma população inteira. Desta forma, essa população inteira se torna resistente ao antibiótico.
 
Porém, não se questiona se as bactérias desenvolvem-se através de mutação neste caso, porque elas já possuem as características em questão antes de serem expostas aos antibióticos. Apesar de ser uma publicação evolucionista, a revista Scientific American admitiu estes fatos em sua edição de março de 1998:
 
Muitas bactérias possuíam genes de resistência mesmo antes que os antibióticos fossem usados comercialmente. Cientistas não sabem exatamente porque esses genes evoluíram e foram mantidos. 23
 
Insetos adquirem resistência a pesticidas, tais como o DDT, da mesma maneira e, novamente, da mesma maneira isto não representa evidência a favor da evolução.
 
O eminente biólogo evolucionista Francisco Ayala aceita a verdade disso nas seguintes palavras:
 
As variedades genéticas necessárias para resistir aos mais diversos tipos de pesticidas estavam aparentemente presentes em todas as populações expostas a esses compostos artificiais. 24
 
Um dos biofísicos que realizam pesquisa mais detalhada nesta matéria é o israelense Dr. Lee Spetner. Em seu livro, Não Por Acaso (Not By Chance), publicado em 1997, Spetner demonstrou que a imunidade bacteriológica é provocada por dois diferentes mecanismos, mas estes não oferecem nenhum suporte a favor da teoria da evolução. (Para maiores detalhes sobre este tema, ver <http://www.harunyahya.com/20questions05.php#q19> e http://www.darwinismrefuted.com/embryology_01.html ).
 
Outra suposta evidência no artigo da NG, em adição à resistência em bactérias e insetos, diz respeito às similaridades genéticas.
 
O ENGANO DE QUE SE PODE OBSERVAR A EVOLUÇÃO
 
NG alega que a evolução pode, realmente, ser testemunhada na natureza e em laboratório. Isto, todavia, é uma asserção fantasiosa e infundada. Em um artigo denominado “Como As Novas Espécies São Formadas?”, publicado na revista New Scientist de 14 de junho de 2003, George Turner fez o seguinte e importante “reconhecimento”:
 
Não muito tempo atrás, pensávamos que sabíamos como as espécies se formavam. Acreditávamos que o processo quase sempre se iniciava com o isolamento completo das populações. Isso ocorria freqüentemente depois que uma população passava por um severo “efeito de gargalo”, como pode acontecer após uma fêmea prenhe ser levada a uma ilha remota e sua prole se acasalar entre si. A beleza deste suposto modelo “efeito fundador” era que ele poderia ser testado em laboratório. Na realidade, isso não se sustentou. Apesar dos melhores esforços de biólogos evolucionistas, ninguém chegou nem perto de criar uma nova espécie a partir de uma população fundadora. Ainda, até onde sabemos, nenhuma nova espécie se formou como resultado de seres humanos lançando pequenas quantidades de organismos em novos ambientes. 25
 
Como vimos, os evolucionistas não sabem como novas espécies são formadas. Em outras palavras, a alegação de Quammen sobre ter sido possível testemunhar a evolução em ação é totalmente infundada. O fato de os longos anos de estudos feitos por Grants sobre o tamanho dos bicos de tentilhões (Fringilla coelebs) nas Ilhas Galápagos terem sido citados a favor resulta da distorção que o Darwinismo emprega para apresentar variações como evidências. (Para mais informações, ver <http://www.harunyahya.com/nas04.php>).
 
CONCLUSÃO
 
Conforme visto, Darwin estava errado. O fato de a NG colocar a pergunta se ele estava errado é tão ridículo quanto perguntar “Freud estava errado?” ou “Marx estava errado?”. Isto porque, como o Freudianismo e o Marxismo, o Darwinismo é uma teoria que já atingiu o fim de sua vida. Instamos a revista NG a abandonar seu apoio a este mito obsoleto e a aceitar que a criação é a verdadeira origem da vida.
 
O que a NG precisa fazer é deixar suas pré-concepções de lado e deixar de apoiar o Darwinismo como um dogma, e aceitar as evidências científicas que enfraquecem esta teoria. Descobertas nos últimos 40 anos, em particular, têm revelado definitivamente a invalidade da filosofia naturalista que jaz no âmago do Darwinismo. Se a NG realmente encarasse este fato, perceberia que a complexidade organizada da vida e a informação genética da qual a vida depende apontam para um design inteligente; em outras palavras que a vida não evoluiu sozinha por acaso e por eventos naturais, mas foi “criada”.
 
A National Geographic – e todos os outros darwinistas – evitou até agora encarar essa verdade, e pode, portanto, ter tentado encobrir as dificuldades que sua teoria enfrenta. Contudo, deve estar atenta ao fato de que esta evasiva não ajudará a manter viva sua teoria. Isto porque o grande desenvolvimento no mundo da ciência demonstrou que a era de varrer problemas para baixo do tapete já terminou.
 
A maneira pela qual o movimento em favor do Design Inteligente tem-se estendido pelos Estados Unidos nos últimos dez anos, desmascarou um por um os dogmas do Darwinismo e se tornou foco de grande interesse. A base intelectual desse movimento é a “Teoria do Design Inteligente”. A teoria em questão defende que as estruturas biológicas complexas que contêm grandes quantidades de informação só podem ser explicadas nos termos de causas baseadas na inteligência, e que estas causas podem ser estudadas empiricamente no âmbito da Biologia. 26
 
Uma indicação de que o movimento do Design Inteligente pode representar um mecanismo favorável a maiores mudanças culturais é a forma pela qual ele está efetiva e extensamente revelando que as evidências ensinadas durante tanto tempo nas escolas a favor do Darwinismo, na realidade constituem pura mitologia, engano, distorção e até fraude. O professor Philip E. Johnson, da Universidade de Berkeley, Califórnia, líder do movimento, enfatiza que o Darwinismo passará para a lata de lixo em algum ponto deste século. 27
 
É importante, aqui, relembrar a NG sobre o dano que pode causar a sua persistência determinada na política de defesa acrítica do Darwinismo. Lembre-se, a propósito, que a NG anunciou a descoberta do fóssil do Archaeoraptor, encontrado na China, como prova definitiva de que pássaros evoluíram de dinossauros, sem esperar que isso tivesse sido apresentado em revistas científicas com revisão crítica. Mais tarde, porém, verificou-se que o fóssil não representava um elo perdido, mas que era uma imitação “produzida” por contrabandistas de fósseis chineses.28 Por causa de sua devoção cega ao Darwinismo, a NG não hesitou em abraçar este fóssil como “prova”, mediante métodos não-científicos, e depois se viu envolvida na “maior falsificação da paleontologia moderna”. 29
 
Conforme o ornitólogo, Dr. Storrs Olson, “a National Geographic alcançou seu ponto mais baixo ao se engajar num jornalismo de tablóide sensacionalista e sem comprovação.” 30
 
A apresentação da alegada Lei da Recapitulação (a qual está sepultada há pelo menos 80 anos como evidência a favor da evolução) no artigo da NG “Darwin Estava Errado?” demonstra que a revista está desprovida da seriedade que a ciência exige, e continua com seu “jornalismo de tablóide sem comprovação”. A NG não se comporta de maneira inteligente. Manter esta abordagem não oferece nenhum suporte ao Darwinismo. Ao contrário, a NG está apenas documentando seu próprio dogmatismo de forma cada vez mais óbvia.
 
Convidamos a National Geographic a considerar estes pontos e a aceitar que a criação é a verdadeira origem da vida.
 
Não há dúvida de que o Senhor de todos os seres vivos, na Terra, no Céu, e em tudo o que neles existe, é Deus. Em um verso do Alcorão, Deus revela:
 
O vosso Deus é um só Deus. Não há deus senão Ele, o Beneficiente, o Misericordioso. (Alcorão, 2ª Surata, versículo 163)
 
 
Referências
 
1
Charles Darwin, The Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life, Electronic Text Center, University of Virginia Library.
2
Charles Darwin, On The Origin of Species: A Facsimile of the First Edition, Harvard University Press, 1964, p. 189.
3
Michael Behe, Darwin's Black Box, 1996.
4
Para maisinformaçõesacerca das tesesevolucionistassobrebiogeografia, consultar: Walter J. Remine, The Biotic Message: Evolution Versus Message Theory, Saint Paul Science; 1st edition, 1993, p. 538.
5
G. Nelson; N. Platnick, Systematics and Biogeography: Cladistics and Vicariance, Columbia University Press, 1981, p. 223.
6
T. S. Kemp, Fossils and Evolution, Oxford University, Oxford University Press, 1999, p. 246.
7
Peter G. Williamson, “Morphological stasis and developmental constraint: real problems for neo-Darwinism”, Nature, v. 294, 19 November 1981, p. 214; Stephen E. Jones, <http://members.iinet.net.au/~sejones/>.
8
Gordon Rattray Taylor, The Great Evolution Mystery, Abacus, Sphere Books, London, 1984, p. 230.
9
Boyce Rensberger, Houston Chronicle, November 5, 1980, p. 15.
10
M.R. Voorhies, “Ancient Ashfall Creates a Pompei of Prehistoric Animals”,National Geographic, v. 159, nº 01, January 1981, pp.67-68,74; “Horse Find Defies Evolution”. Creation Ex Nihilo 5(3):15, January 1983, <http://www.answersingenesis.org/docs/3723.asp>.
11
Charles Darwin, On The Origin of Species: A Facsimile of the First Edition, Harvard University Press, 1964, p. 184.
12
Spotting Mines With Dolphin Sonar, Science NOW, 1998: 2.
13
L. Rutimeyer, Referate, Archiv fur Anthropologie, 1868.
14
Keith S. Thompson, “Ontogeny and Phylogeny Recapitulated”, American Scientist, v. 76, May/June 1988, p. 273.
15
G. G. Simpson; W. Beck, An Introduction to Biology, Harcourt Brace and World, New York, 1965, p. 241.
16
Stephen Jay Gould, “Abscheulich! - Atrocious!: the precursor to the theory of natural selection”, Natural History, March 2000, p. 45.
17
Mark Ridley, “Who Doubts Evolution?”, New Scientist, v. 90, 25 June 1981, p. 832.
18
Stephen Jay GOULD, “Evolution's Erratic Pace”, Natural History, May 1977, pp. 13-14.
19
William Fix, The Bone Peddlers: Selling Evolution, Macmillan Publishing Co., New York, 1984, p. 189.
20
J. Bergman; G. Howe, Vestigial Organs are Fully Functional, CRS Books, Terre Haute, IN, 1990.
21
S. R. Scadding, “Do 'Vestigial Organs' Provide Evidence for Evolution?”, Evolutionary Theory, v. 5, May 1981, p. 173.
22
James P. Gills; Thomas Woodward, Darwinism under the Microscope, Charisma House, 2002, p. 39.
23
Stuart B. Levy, “The Challenge of Antibiotic Resistance”, Scientific American, March 1998, p. 35.
24
Francisco J. Ayala, “The Mechanisms of Evolution”, Scientific American, v. 239, September 1978, p. 64.
25
George Turner, “How Are New Species Formed?”, New Scientist, v. 178, issue 2399, 14 June 2003, p. 36.
26
Ver <http://www.arn.org> e <http://www.discovery.org/csc/>.
27
Phillip E. Johnson, “Mothballed Science”, Touchstone Magazine, December 2003.
28
Para maiores informações sobre a falsificação do Archaeoraptor, ver: <http://www.harunyahya.com/20questions03.php#q7>.
29
Tim Friend, “The 'missing link' fossil that wasn't”, USA Today, 02/01/2000.
30
Carta Aberta à Sociedade National Geographic de Storrs L. Olson, Curador de Pássaros, Museu Nacional de História Natural, Instituto Smithsoniano.
2009-03-25 18:55:32

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